A Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária registou até ao final de novembro 1325 casos de burla informática e 188 casos de contrafação de cartões de crédito. O número representa uma ligeira descida em comparação com os 1670 casos registados em 2012, mas o ano civil ainda não terminou.

Segundo o inspetor Álvaro Tomé, citado pelo Diário de Notícias, a maior parte dos roubos de dados de banca online e clonagem de cartões tem como destino as compras e o jogo online, sobretudo o poker. Por vezes os dados das vítimas chegam a ser usados em sites de pornografia.

O inspetor alertou também para o facto de muitas vezes as compras serem registadas fora de Portugal, já que o ladrão acaba por vender as credenciais em sites e fóruns internacionais.

Dos 1325 inquéritos estabelecidos este ano por causa de fraudes com cartões de crédito este ano em Portugal já resultaram 18 detenções, um número semelhante ao que tinha sido registado em 2012.

Álvaro Tomé considera que tem sido mais difícil para os criminosos clonarem os cartões de crédito por causa da evolução da tecnologia, mas que ainda assim existem casos onde o modus operandi criminoso é simples. O DN relata a história de um casal de 44 e 51 anos que usaram um leitor de bandas magnéticas "de venda livre", durante dois anos, para clonar cartões e fazer levantamentos em caixas de Multibanco.

Este caso acaba por ser diferente já que por norma o perfil dos burlões caracteriza-se por indivíduos entre a faixa etária dos 20 aos 35 anos, "pessoas para quem a Internet não tem segredos", explicou o inspetor.

Havendo registo de pequenos grupos portugueses que se dedicam à clonagem de cartões e à burla online, a maior parte dos crimes tem origem em grupos constituídos por cidadãos estrangeiros que têm mobilidade em vários países, explicou Álvaro Tomé.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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