A Google respondeu ontem às autoridades europeias, que na passada semana pediram à empresa para suspender a entrada em vigor da sua nova política de privacidade, a fim de avaliarem as potenciais consequências para os utilizadores e seus direitos em matéria de proteção de dados.

A gigante das pesquisas foi simples e concisa, garantindo que não está disposta a atrasar o processo de adoção da política que vai unificar de privacidade da empresa em todos os seus serviços.

A entrada em vigor está marcada para 1 de março e, no que depender da Google, a data vai valer também para os utilizadores europeus, fez saber o responsável da empresa para a área de privacidade, Peter Fleischer.

Numa carta enviada ao presidente da Autoridade holandesa para a Proteção de Dados, encarregue do processo de investigação aberto pela UE, o responsável explica por que motivo a empresa pretende fundir os diversos documentos relativos à privacidade num só instrumento, comum a todos os seus serviços.

"Como deve ser do seu conhecimento, levámos a cabo um processo intensivo de discussão com as diversas autoridades europeias para a proteção de dados, antes da apresentação das mudanças e da notificação dos utilizadores, a 24 de janeiro de 2012. Em nenhuma altura, qualquer regulador da UE, deu a entender que seria apropriado suspender o processo", lê-se no documento, citado pela CNet.

Na passada sexta-feira, Jacob Kohnstamm, enviou uma carta ao CEO da Google, Larry Page, convidando a empresa a "fazer uma pausa" no processo de entrada em vigor da nova política de privacidade, para que as autoridades pudessem avaliar "potenciais consequências para a proteção de dados dos cidadãos [europeus]".

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Joana M. Fernandes

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