A Google vai reduzir o tempo que mantém os dados pessoais dos seus utilizadores armazenados, escreve hoje a Reuters. A empresa tem sido alvo de diversas críticas por parte da União Europeia que questiona as políticas de privacidade praticadas pela companhia norte-americana.

A empresa responsável pelo motor de busca mais utilizado na Internet informou que está disposta a reduzir o tempo de armazenamento para um período de ano e meio, o que reflecte o tempo mínimo, de entre 18 a 24 meses, sugerido pela empresa aos reguladores em Março deste ano.

Peter Fleicher, conselheiro para a área de privacidade mundial do Google, refere numa carta endereçada ao Grupo do artigo 29.º de Bruxelas, a comissão especializada na protecção de dados, que qualquer petição que implique manter dados armazenados por menos de 18 meses prejudicará os serviços do da empresa por não ser possível "cumprir com os interesses legítimos de segurança, inovação e esforços contra a fraude".

Em Maio a UE referiu que o Google não cumpria as normas de privacidade acordadas pelos 27 Estados-membros e pediu à empresa que esta tomasse medidas que estivessem em conformidade com os interesses e crenças do consumidor até meados deste mês.

O grupo de especialistas da UE não é o único a colocar em dúvida a gestão de informações pessoais utilizada pelo Google. Tal como o TeK anunciou ontem, um estudo da Privacy Internacional classificou o Google como a pior empresa no que diz respeito à gestão de dados privados dos internautas.

Esta conclusão foi imediatamente refutada pelo Google que considerou que a análise estava "cheia de imprecisões e mal-entendidos" e que os resultados favoreciam a Microsoft.

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