Só entre 29 de maio e 30 de junho, a empresa recebeu 70 mil pedidos de remoção de conteúdos dos resultados apurados pelo seu motor de busca. Os outros 30 mil pedidos surgiram desde então, revelou hoje David Drummond, vice-presidente sénior de desenvolvimento e responsável da empresa para os assuntos jurídicos.
A informação foi avançada durante um encontro que a empresa realizou hoje em Madrid e que é o primeiro de vários sobre o direito ao esquecimento, um tema que a gigante das pesquisas tem tentado trazer para o debate.
Na sequência de uma decisão do tribunal europeu, a Google passou a ser obrigada a eliminar dos resultados das suas pesquisas informação considerada lesiva para os visados. Os termos em que a medida é possível estão balizados pelo enquadramento da decisão judicial que implementou a regra, mas têm levantado muitas questões sobre direitos e deveres.
Há quem questione a liberdade da informação e a considere limitada com medidas deste tipo, um argumento que a Google também ajudou mas que não convenceu o tribunal europeu.
No dia em que faz um balanço sobre a utilização deste direito ao esquecimento a Google abre o debate sobre o assunto. Nas próximas semanas promove eventos idênticos ao de Madrid, num roadmap que não inclui Portugal.
O direito ao esquecimento passou a ser uma obrigação para a Google, mas também para as outras empresas que oferecem serviços de pesquisa online. Nos dados revelados hoje, a Google não desvendou o número de pedidos de remoção de links aos quais acabou por dar seguimento.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
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