A empresa admite que parte destas interações são monitorizadas, mas garante representam cerca de 0,2% de toda a informação produzida. Na nota que emitiu sobre o assunto, a Google explica que contrata especialistas em todo o mundo para reverem e analisarem trechos dos registos de voz, que vão ajudar a melhorar a tecnologia.

Como a Amazon também já tinha feito, confrontada com o mesmo tipo de situação, a Google explica que “este trabalho é crítico para desenvolver a tecnologia que serve de base a produtos como o Google Assistant”, o seu assistente virtual, baseado em inteligência artificial.

Na mesma nota a empresa comenta notícias recentes sobre a divulgação de parte desta informação. “Sabemos que um destes revisores violou as nossas políticas de segurança, ao divulgar dados de voz confidenciais holandeses”.

A empresa acrescenta que as equipas de segurança e privacidade foram ativadas e estão já a investigar, para agir em conformidade. Também diz que já está a rever as políticas de segurança neste domínio.

A Amazon foi também acusada de colocar os funcionários a ouvir as conversas entre utilizadores e Alexa, a sua assistente de voz. Numa resposta recente a um senador norte-americano que questionou a empresa sobre o assunto, esta explicou que “para trabalhar corretamente os sistemas de machine learning têm de ser treinados com dados do mundo real”, tendo em conta as muitas variações até no uso da mesma língua. “Treinar a Alexa com registos de voz e transcrições de uma grande variedade de clientes ajuda a garantir que funciona bem para todos”, continuou a empresa.

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