Um relatório de cibersegurança da Microsoft revela que foram registados ataques informáticos relacionados com a COVID-19 em todos os países do mundo. A gigante tecnológica mapeou os ciberataques identificados até à data e dá a conhecer que à medida a doença atinge um determinado país e que a população tenta encontrar mais informação, aumenta o número de ciberataques no território.

O Departamento de Segurança da Microsoft explica que os cibercriminosos  não necessitam de um grande nível de recursos para levar a cabo as suas intenções, basta apenas adaptarem as ferramentas maliciosas que já têm à situação atual.

A Microsoft nota que as famílias de malware Trickbot e Emotet ainda estão muito ativas e, com o surgimento da pandemia, os hackers estão a mudar-lhes os “iscos” de forma aproveitar-se dos utilizadores. A empresa detetou 76 variantes das ameaças a nível global, algumas encontradas em Portugal, e todas usam a COVID-19 como meio de chamar a atenção.

Mapa global de ataques com variantes das famílias de malware Trickbot e Emotet
créditos: Microsoft

Através do Microsoft Threat Protection, o conjunto de ferramentas de segurança utilizado pela empresa, os peritos verificaram que dos milhões de emails maliciosos enviados diariamente, cerca de 60.000 incluem ficheiros ou endereços web relacionados com a COVID-19. A Microsoft afirma que, embora os valores possam parecer elevados, representam apenas 2% de todas as ameaças de correio eletrónico identificadas.

Já a ferramenta SmartScreen deteta e processa diariamente mais de 18.000 URLs e endereços IP maliciosos relacionados com a pandemia. O relatório demonstra que os atacantes estão a tornar-se cada vez mais agressivos e ágeis.

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Na Europa, a Europol está a reunir esforços para travar um vasto número de ameaças. Depois de ter eliminado cerca de 2.500 endereços web fraudulentos em apenas uma semana, o Serviço Europeu de Polícia deu a conhecer que, além do aumento de campanhas de phishing ou de ataques com malware, a exploração sexual infantil através da Internet está a aumentar.

Recentemente, em Portugal, a DECO voltou a avisar os consumidores para o crescente número de burlas e esquemas fraudulentos online que se tentam aproveitar dos receios dos utilizadores em torno da pandemia de COVID-19. Ao longo das últimas semanas marcadas pelo Estado de Emergência no país, a Associação de Defesa do Consumidor identificou “largas centenas de burlas”.

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