A reunião anual do ICANN que se realizou ontem em Amesterdão, Holanda, permitiu a aprovação de uma série de medidas relacionadas com a reforma desta entidade que gere a Internet e ainda abriu caminho para a criação de novos endereços de topo no próximo ano. A manutenção dos membros eleitos por sufrágio directo por mais um ano foi outra das medidas aprovadas nesta reunião, tal como já havia sido noticiado.



Os novos domínios em preparação só serão determinados em termos de âmbito no início de 2003, seguindo um calendário de acção que havia sido apresentado pelo presidente do ICANN, Stuart Lynn, e que foi sujeito a consulta pública. Estes novos domínios serão limitados em termos de número e de utilização restrita a determinadas áreas de interesse.



Um recente relatório do presidente do ICANN recomendava a adição de três novos domínios Internet à estrutura actual, sendo ainda proposto o desenvolvimento de planos a longo prazo relativos ao sistema de nomes de domínio. Sete novos nomes de topo foram aprovados no final de 2000 mas ainda não estão todos em operação.




Stuart Lynn ficou agora mandatado para implementar o calendário de definição dos novos TLD (domínios de topo) segundo especificação do plano de acção, enquanto o GNSO - anterior DNSO que tem por incumbência a organização da estrutura dos nomes de domínio de topo - deverá elaborar uma recomendação sobre a evolução dos TLDs e datas aconselhadas.


De acordo com dados recentemente divulgados, os novos TLDs abertos .info e .biz foram os que registaram maior sucesso com mais de um milhão e 750 mil registos, respectivamente, enquanto o .name só tem ainda 85 mil nomes registados. Já no caso dos TLDs restritos o .coop conseguiu 7 mil endereços no espaço de um ano.



Para além das questões relacionadas com os domínios de topo, o ICANN decidiu ainda na sua reunião anual prosseguir a reforma do organismo com o objectivo de tornar a sua estrutura mais eficiente. Esta reforma deverá ser concluída até ao final de 2003.


Foram também empossados os novos membros do conselho de transição, no qual participa o português Francisco Silva como representante do ETSI - European Telecommunications Standards Institute, ao qual preside.

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