Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, autorizou a agência de segurança interna do país a utilizar dados recolhidos dos telemóveis da população para combater o coronavírus. De acordo com uma notícia avançada pelo New York Times, a data está a ser utilizada para monitorizar o movimento das pessoas infetadas e para identificar cidadãos que não estejam a cumprir com a quarentena.

O conjunto de dados que está a ser utilizado compreende registos recolhidos desde 2002. A agência, também conhecida como Shin Bet, tem autorização para utilizar estas informações durante os próximos 30 dias.

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Na prática, o governo quer enviar mensagens diretamente para os indivíduos que não estão a respeitar a quarentena, ordenando-os que o façam. O executivo acredita que a media pode ser eficiente, uma vez que, ao cruzar a localização destes dados, é possível aferir quem é que esteve em contacto (ou perto) com uma pessoa infetada.

A agência não esclareceu, especificamente, quais são os dados que está a utilizar, mas em conversa com um grupo de especialistas, o Times concluiu que o executivo consegue saber a localização de praticamente todas as pessoas que habitam no país.

Após ter anunciado esta decisão, Netanyahu afirmou que está a tentar "preservar o equilíbrio entre as liberdades individuais e as necessidades gerais da população". Um porta-voz da agência garantiu ao jornal norte-americano que os dados vão ser utilizados de forma "focada e num período tempo limitado".

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