As Convenções de Genebra são marcos humanitários da história política contemporânea. Estabelecem regras à ação dos estados em tempos de guerra e obrigam os seus intervenientes a prestar auxílios aos civis afetados pelas práticas belicistas preconizadas em conflito. Atualmente compostas por quatro tratados e três protocolos adicionais, violar um destes documentos é considerado um crime de guerra.

Agora, Brad Smith, presidente da Microsoft, salienta a importância de criar um tratado contra as ameaças cibernéticas. Este tratado deve, no entanto, ser feito por um órgão independente.

Numa publicação feita no blog da empresa, intitulado “A necessidade de uma Convenção de Genebra Digital”, Smith defende a criação de uma nova convenção para “comprometer os governos a implementar as normas necessárias para proteger os civis na internet em tempos de paz”.

O presidente da tecnológica de Redmond pede a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e a Vladimir Putin, presidente da Rússia, que criem um acordo “que impeça um estado-nação de hackar todos os aspetos civis das nossas infraestruturas económicas e políticas”.

Por fim, Smith acredita que as tecnológicas devem ser neutrais num conflito cibernético. Na sua opinião, só assim o setor pode proteger os utilizadores ao não ajudar os governos em ofensivas cibernéticas.

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