O Ministério da Educação (ME) esclareceu, em comunicado, que o “Júri Nacional de Exames foi informado pela Polícia Judiciária de um eventual acesso a uma área de informação, na qual consta apenas informação que é do domínio público”. O gabinete de imprensa do Ministério sublinha ainda que "o ministério da Educação não confirma nenhum ciberataque”.

A informação do ME surge na sequência de uma notícia da CNN Portugal, segundo a qual “a plataforma Júri Nacional de Exames foi um dos alvos de um pirata informático português que conseguiu entrar em algumas infraestruturas críticas do país”.

O hacker português Zambrius, fundador do grupo de piratas informáticos CyberTeam, terá acedido a múltiplas plataformas que fazem parte dos serviços do Estado através das fragilidades em questão.

Serviços do Estado estão em risco e há vulnerabilidades que podem ser facilmente exploradas por hackers
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Em janeiro deste ano, o pirata informático, conhecido por ter hackeado a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), a SAD do Benfica, a Altice Portugal, a Universidade Nova de Lisboa e ainda o Estado-Maior das Forças Armadas, foi condenado a seis anos de prisão por crimes de acesso ilegítimo, dano informático, sabotagem e acesso indevido.

O fundador do grupo de hackers CyberTeam, que atualmente se encontra em liberdade, aguardando o recurso da sua sentença, afirma ter acedido a servidores de serviços do Estado, nas áreas da Saúde, Educação e Defesa, onde são armazenados dados confidenciais e sensíveis.

De acordo com especialistas na área de cibersegurança, as provas que vão sendo publicadas pelo hacker através da sua conta no Twitter realçam as fragilidades das infraestruturas, sobretudo quando se tem em conta que o acesso terá sido feito a partir de um smartphone.

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