Os grupos que se opõem à aquisição da DoubleClick por parte da Google têm mais um motivo para se preocuparem. Na passada sexta-feira, o líder de buscas na Internet anunciou a estreia de uma nova ferramenta, o Google History, que permite que os utilizadores procurem e rasteiem o histórico das pesquisas e acedam a páginas que visitaram no passado.



A informação do Google refere que, com esta funcionalidade, os utilizadores podem verificar qual os endereços que mais acederam, os principais termos de busca os textos e fotos que foram vistos online, entre outras tarefas.



Esta possibilidade servirá de resposta aos internautas que muitas vezes querem voltar determinado conteúdo que já visualizaram no passado mas que não se recordam da página onde o fizeram, diz Payam Shodjai, director de produtos do Google.



Para além de exigir que o utilizador tenha uma conta no Google, esta funcionalidade acaba por registar todas as actividades online do utilizador, o que aumenta as preocupações das três organizações de defesa à privacidade - Centro para a Privacidade da Informação Electrónica, Centro para a Democracia Digital e Grupo para a Investigação de Interesse Público - que, na semana passada, já manifestaram o seu desagrado pela aquisição da DoubleClick.



As organizações apresentaram junto da Comissão Federal do Comércio (FCT), uma petição onde solicitam a investigação dos efeitos que este negócio terá na privacidade dos utilizadores. No mesmo pedido, as associações exigem que o negócio entre a empresa norte-americana e a DoubleClick seja vetada até que sejam apuradas as práticas de recolha de dados do Google.



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