A nova versão developer edition é o primeiro browser de desktop a incluir de base um sistema de bloqueio de anúncios,  o que pode agradar a muitos utilizadores mas não é bem visto pelos produtores de conteúdos e serviços que dependem do modelo de negócios de publicidade online para garantir financiamento.

Os browsers da concorrência, como o Chrome e o Firefox, já tinham plugins para bloquear anúncios, mas a Opera garante que a integração nativa assegura um bloqueio mais eficiente, e garante que pode acelerar algumas páginas até 90%, quase duplicando a velocidade mesmo quando comparado com outros sistemas de bloqueio externos.

Depois de instalado o novo browser os utilizadores têm a possibilidade de ativar o bloqueio de anúncios. Ou podem não o fazer, mas isso não é muito provável.

Se quiser testar a diferença entre os dois modelos a Opera integrou uma ferramenta de benchmark que mostra quantos anúncios bloqueou numa única página e pode ainda realizar um teste de velocidade para ver o tempo que a página demora a carregar, com e sem a publicidade.

Alguns sites, como a IDG, estão a fazer experiências nas quais avisam os visitantes que têm ad blockers ligados, pedindo para desligarem essas ferramentas e explicando como a publicidade é importante para financiar a informação. Outros optaram mesmo por não apresentar conteúdos a quem bloqueia a publicidade. A Wired é um deles, como o TeK noticiou.

O número de utilizadores de ad blockers não tem parado de crescer e um índice da PageFair indica que cerca de 20% dos utilizadores de browsers, a nível global, já usam estas ferramentas. Ainda esta semana o International Advertising Bureau revelou um guia para os associados perceberem como podem lidar com a situação e um script que podem colocar nos sites para detetar a utilização dos ad blocks.

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