As Nações Unidas (ONU) querem controlar o problema do spam até 2006 através da adopção de uma legislação internacional comum, o que facilitará a condenação dos arguidos, explicaram ontem os responsáveis da organização à saída do primeiro de três dias de reunião, em Geneva, dedicados à discussão de meios de combate à crescente epidemia.
Os dados da União Internacional das Telecomunicações (UIT) indicam que, actualmente, 85 por cento de todas as mensagens de correio electrónico que circulam na Internet podem ser classificadas como spam, quando há um ano atrás a estimativa era de 35 por cento. A maior parte destas mensagens é gerada por poucas centenas de pessoas, cuja maioria, contudo, não pode ser processada pelas autoridades mediante a legislação actual.
"Se não trabalharmos de forma conjunta poderemos ver milhões de pessoas a abandonarem de vez a Internet, desgostosas e frustradas", considera Robert Shaw, um dos responsáveis ligados à UIT. "Temos uma epidemia em mãos que precisamos de aprender a controlar", salientou por sua vez Robert Horton, director do regulador australiano para as comunicações que vê na cooperação internacional a resposta ao problema. "Nenhum país poderá resolver a questão sozinho. É uma ameaça internacional e teremos que trabalhar conjuntamente para a derrotar", afirmou em conferência de imprensa, segundo citação de vários órgãos de comunicação internacionais.
No decorrer da reunião, onde estão representadas 60 países e entidades como o Conselho Europeu e a Organização Mundial do Comércio, a UIT pretende apresentar exemplos de legislação anti-spam que possa ser adoptada de modo a facilitar a cooperação internacional, já que muitos países não têm actualmente em vigor leis que possibilitem a perseguição judicial dos spammers.
O correio não solicitado e a protecção contra o mesmo tiveram em 2003 um custo associado para os utilizadores de computadores de aproximadamente 25 mil milhões de dólares, segundo avançam as Nações Unidas. Em perda de produtividade o valor situa-se quatro vezes acima do mencionado.
O problema tem vindo a transferir-se rapidamente para os telemóveis. No Japão, nove em cada dez mensagens de spam são agora dirigidas a estes terminais como mensagens SMS. O spam tem vindo igualmente a atingir proporções mais criminosas, com por exemplo através das técnicas de phishing, esquemas através dos quais alguém promove a tentativa de recolha fraudulenta de números de cartões de crédito ou outro tipo de informação crítica, fazendo passar-se por uma das entidades com legitimidade para tal.
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