Uma operação internacional para desmantelar grupos de pirataria online, realizada pelo FBI e pelo Departamento de Justiça norte-americano (DOJ) em coordenação com autoridades de mais outros dez países, identificou cerca de 100 pessoas envolvidas no roubo de mais de 50 milhões de dólares em jogos, filmes e software de computador.



Conduzidas na Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Hungria, Israel, Holanda, Singapura, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos, as buscas foram iniciadas na passada quarta-feira e resultaram, segundo o DOJ, na apreensão de mais de 200 computadores, incluindo 30 servidores, usados no armazenamento e distribuição do material. Só um dos servidores tinha 65 mil títulos diferentes.



Os mandatos de busca da "Fastlink" - nome dado à operação internacional, a maior do género até agora - tinham como alvo organizações conhecidas como Fairlight, Kalisto, Echelon, Class, Project X e APC. Os grupos foram descritos como pontos de origem do material pirateado, que primeiro se dirigia a uma clientela seleccionada através de servidores seguros, mas depressa se tornava disponível através da Internet.



Estas organizações conseguiam o material de diversas formas nomeadamente por pessoas ligadas às próprias indústrias, que roubavam cópias do software antes que o mesmo iniciasse o seu percurso comercial, pessoas que testam software para fabricantes e crackers que conseguem quebrar os códigos de encriptação dos produtos. Em muitos dos casos, não existia objectivo comercial, apenas o prazer de conseguir contornar o sistema.



Embora não tenham sido anunciadas detenções, o DOJ indica que alguns dos indivíduos identificados poderão ter que vir a responder em tribunal.
A operação não visou os utilizadores finais dos produtos pirateados.



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