As ligações de banda larga, fixas e móveis, podem alterar de forma significativa os modelos de ensino e aumentar o aproveitamento escolar, sobretudo em zonas sub-desenvolvidas e com sistemas de educação precários. A fixação de trabalhadores qualificados é um fator determinante no desenvolvimento dos países e das respetivas economias.

Estas são as conclusões de um estudo da comissão da Banda Larga para o Desenvolvimento Digital que refere acima de tudo a capacidade que a Internet tem em estabelecer centros de aprendizagem, que podem ser executados à distância, e que representam uma mais-valia para a área empresarial, política e de investigação dos países. Portugal é apontado pela investigação como um exemplo na incrementação das TIC a favor do ensino.

Os pontos positivos estendem-se dos alunos até aos professores, que mesmo estando em comunidades remotas, podem aceder a planos de ensino. A educação baseada em banda larga é um imperativo numa economia que cada vez mais se passa dentro de um mundo digital e que se processa de forma instantânea, graças à ligação à rede mundial.

"Um estudante num país em desenvolvimento pode agora aceder a librarias de universidades prestigiadas em qualquer lugar do mundo e um desempregado pode melhorar as suas perspetivas de trabalho noutras áreas", comentou em comunicado o secretário geral do ITU, Hamadoun Touré.

E mesmo dentro dos modelos de ensino que existem, concluiu-se que os alunos acumulam o conhecimento mas não adquirem as capacidades na área das TIC que lhes são necessárias num mundo cada vez mais competitivo.

A UNESCO estima que existam cerca de 132 milhões de crianças em todo o mundo que ainda não têm acesso à escola, o que nos próximos anos pode resultar numa larga fatia da população mundial sem literacia.

Outros estudos citados pelo ITU revelam que as diferenças entre os países desenvolvidos e as nações em desenvolvimento são grandes no acesso a algumas ferramentas como os computadores - no Quénia existe um PC por cada 150 estudantes, enquanto em alguns países da OCDE esse valor desce para 8.

A investigação contou com a colaboração de algumas entidades tecnológicas como a Alcatel-Lucent e a Intel.

Portugal é estudo de caso na ligação do ensino e das TIC

Portugal é apontado pelo estudo da Comissão da Banda Larga como um exemplo da influência que a aposta das TIC no sistema de ensino traz vantagens. O Plano Tecnológico de Educação (PTE) iniciado em 2007 e que pretendia tornar o ensino nacional um dos melhores preparados tecnologicamente a nível europeu é referido como um caso onde a aposta do governo em desenvolver os métodos escolares é positiva.

O e-Escolinhas, que trouxe um computador a quase todas as crianças e jovens portugueses, foi um investimento feito com o dinheiro conseguido do leilão das frequências 3G do país. A componente portátil do Magalhães é apontada pelo estudo como um exemplo de mobilidade e do acesso contínuo à Internet, entre a casa e a escola. E neste sentido, o contacto com as TIC alarga-se até aos pais e ao resto da família.

Além de Portugal foi ainda referido o caso da Argentina, Turquia e Nigéria.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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