O relatório anual da Repórteres sem Fronteiras defende que os países que procuram reprimir o acesso e uso da Internet pelos seus cidadãos estão mais sofisticados nos meios de censura e perseguição aos dissidentes do regime. Tecnologicamente os meios que utilizam para "controlar" a web estão mais apurados e em alguns casos isso deve-se à colaboração de empresas americanas, que têm vendido aos países em questão tecnologia que o permite, ou colaborado em exigências que acabam por permitir essa censura.


A Cisco é uma das empresas citadas e criticada no estudo, pela venda à China de equipamentos de rede que podem ser usados ao serviço do controlo de conteúdos. Mal o estudo foi apresentado a empresa reagiu, reafirmando que não forneceu à China qualquer tipo de tecnologia dirigida a este tipo de função.


China, Irão e Tunísia mantém-se na lista dos Inimigos da Internet e são também citados como exemplos de Estados que evoluíram nos meios utilizados para censurar o uso da Internet. Juntam-se no roll de Inimigos da Internet outros nomes como Cuba, Egipto, Myanmar, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Síria, Turquemenistão, Uzbequistão ou Vietname.


Na lisa de países que os Repórteres sem Fronteiras consideram que devem estar Sob Vigilância, pela existência de sinais que revelam a possibilidade de se virem a tornar Inimigos da Internet estão nomes como a Rússia ou a ou a Turquia.


Zimbabué e Iémen abandonaram este ano essa lista, não porque a liberdade de expressão na Internet tenha mudado muito nesses países desde o ano passado, mas porque a expressão do uso da Internet é tão baixa que os autores decidiram destacar outras regiões.


Outros países habitualmente menos cotados como inimigos da Internet também são monitorizados pela Repórteres sem Fronteiras, como a Austrália. Vale-lhe a atenção da organização uma medida que solicita aos ISPs o bloqueio de sites considerados pelo Governo como não apropriados. Para já, da lista fazem parte sites de pornografia infantil, sites com instruções para o crime ou para o consumo de drogas, mas o facto do critério da lista ser relativamente desconhecido bem como a forma como evoluirá levantam dúvidas sobre as razões da medida.

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