O Governo inglês quer que os fornecedores de serviços de Internet no país tomem medidas para impedir que as crianças tenham acesso à pornografia online. A proposta "em cima da mesa" passa por bloquear, por definição, todos os sites com conteúdos para adultos, ficando as páginas acessíveis apenas para os clientes que solicitem expressamente o acesso.

De acordo com a informação veiculada pela imprensa internacional, o secretário de Estado com a pasta da comunicação, Ed Vaizey, deverá reunir-se com operadores como a BT, TalkTalk e Virgin Media durante o próximo mês para discutir a possibilidade.

"Trata-se de um assunto muito sério. É muito importante que os ISPs avancem com soluções para proteger as crianças", disse o responsável ao Sunday Times.

Ed Vaizey afirmou ainda que espera que os fornecedores de acesso à Internet cheguem a um consenso e tomem medidas, para que não seja necessário legislar nessa matéria, mas adiantou que este é um assunto a que o executivo estará atento e que a legislação sobre comunicações será revista no "próximo par de anos".

A reunião surge depois de o assunto ter sido trazido a debate no parlamento, com deputados como a conservadora Claire Perry. Num debate o mês passado, a parlamentar afirmou que 60 por cento das pessoas com idades entre os 9 e os 19 anos já acederam a pornografia online, num cenário em que apenas 15 por cento dos pais sabiam como recorrer a filtros para bloquear sites.

"A indústria não se vai auto-regular" se não for obrigada, defende a deputada, que tem encabeçado uma campanha por controlos mais apertados nesta matéria.

A associação de ISPs já avisou que um bloqueio como o proposto será caro e difícil de pôr em prática, mas uma das fundadoras da ONG Safermedia afirma que a solução é tecnicamente possível.

No passado a pornografia na Internet era considerada um assunto moral ou de gostos, mas com o tempo transformou-se num problema de saúde mental porque sabemos os danos que causa nas crianças, alega Miranda Suit, citada pelo El Mundo.

Entretanto, a organização Open Rights Group já manifestou a sua preocupação com a adopção de uma solução deste género, que pode usada para bloquear uma espécie de "lista negra de sites", controlada pelas autoridades e onde sejam incluídos também endereços de páginas polémicas, como o Wikileaks, relata o ITProPortal.

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