A história dos processos da indústria de editores de música contra os utilizadores de redes peer-to-peer repete-se. Desta vez são mais de quinhentos os visados pela RIAA em mais um conjunto de processos que alegam a distribuição ilegal de músicas através de redes P2P, denotando a intensificação da campanha de combate a esta "pirataria".



Este é o maior conjunto de processos levantados em simultâneo pela RIAA e atinge 532 utilizadores de computadores, que desta vez não são identificados através de nomes, mas apenas pelos endereços IP das máquinas. Só em Tribunal a RIAA poderá apurar a identidade dos utilizadores já que uma decisão recente de um Tribunal norte-americano impede que uma intimação aos ISPs obrigue à identificação dos alegados piratas antes que seja iniciado um processo judicial.



A Agência Associated Press adianta que os acusados são todos clientes de quatro ISPs, que também não identifica, e que os processos foram entregues nos distritos judiciais de Washington e New York. Neste momento não existe sequer a certeza de que todos os acusados sejam residentes nos Estados Unidos.



Em declarações a vários meios de comunicação social, os responsáveis da RIAA afirmam que depois de conseguirem identificar os acusados vão tentar obter um acordo extra judicial antes de prosseguirem com o processo legal. Os acordos até agora realizados pela RIAA acabaram por resultar em montantes de indemnização na ordem dos 3 mil dólares, valores abaixo dos garantidos através de processos em Tribunal.

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