São vários os internautas que usam “ad blockers” para bloquear anúncios enquanto navegam online. Mas não estão sozinhos: ao que tudo indica, agências de inteligência norte-americanas como a NSA ou a CIA também são fãs da tecnologia de bloqueio de anúncios.
De acordo com uma carta enviada pelo Congresso dos Estados Unidos, o conjunto de agências de inteligência do país (U.S. Intelligence Community, ou IC) recorre a “ad blockers” para bloquear anúncios maliciosos.
Através da prática do malvertising, os cibercriminosos podem criar anúncios que, ao serem acedidos, infetam os equipamentos com software malicioso. A publicidade maliciosa, distribuída através de redes de anúncios, pode ser usada para roubar informações sensíveis dos utilizadores.
Os hackers podem também obter dados acerca dos internautas durante processos de licitação de anúncios em tempo real. Aqui, as empresas licitam entre si para verem qual anúncio é que surgirá quando alguém está a navegar numa determinada página web ou aplicação online.
Como parte deste processo, as empresas que participam podem recolher dados sobre os utilizadores. Como avança o website Motherboard, o acesso a este tipo de informação pode estender-se a entidades fora, por exemplo, dos Estados Unidos, motivo pelo qual um grupo de senadores norte-americanos escreveu em abril uma carta dirigida a gigantes tecnológicas expressando o seu receio em relação à possibilidade de os dados caírem nas mãos de agências de inteligência estrangeiras.
Recorde-se que, no que toca a níveis de utilização de “ad blockers” por utilizadores comuns, um relatório da Blockthrough deu a conhecer que, só no final de 2020, 586 milhões de utilizadores recorriam a este tipo de ferramentas enquanto navegavam pela Internet através dos seus smartphones, um número a ao qual acrescem mais 257 milhões de internautas que preferem as versões desktop.
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