O tribunal americano encarregue de apreciar o caso que opõe Governo e o Google decidiu que a empresa de Internet terá de disponibilizar informação sobre 50 mil endereços de sites indexados ao seu motor de pesquisa, mas não terá de fornecer qualquer dado sobre os resultados de pesquisa dos seus utilizadores, conforme solicitava o Governo.



A Administração Bush pretendia que o Google, assim como outras empresas de Internet, disponibilizassem acesso a informação sobre os critérios de pesquisa mais usados no serviço durante uma semana. Esta informação ajudaria a preparar nova legislação na área da pornografia infantil. A empresa recusou o pedido alegando que dessa forma estaria a divulgar informação comercial, o que motivou o recurso a tribunal.



A resposta surge agora num relatório de 21 páginas que o Google aplaude considerando que desta forma "fica claro que nem os Governos nem ninguém tem carta branca para pedir informação às empresas de Internet", diz Nicole Wong, advogada da empresa.



Recorde-se que o Governo já tinha reduzido significativamente o âmbito do seu pedido, passando de uma semana inteira de registos para apenas 5 mil resultados de pesquisa no pedido de informação que entregou ao tribunal.



Mesmo assim, a justiça considerou que o acesso a este tipo de informação levantava questões ao nível da privacidade, optando por barrar as intenções políticas. O Google tem até 3 de Abril para fazer chegar à justiça a informação sobre os 50 mil sites indexados à sua pesquisa.


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