Num futuro próximo os utilizadores vão querer pagar os conteúdos? E quem vai deter o "poder", serão os operadores, os fabricantes de equipamentos ou os produtores de conteúdos? As perguntas estavam na base de mais um painel do 20º Congresso da APDC, mas não houve uma resposta única, até porque as tendências estão muito indefinidas.


Erik Kruse, Strategic Marketing Director da Ericsson AB, acredita que as novas gerações estão mais dispostas a pagar pelos conteúdos, mas que é preciso implementar um sistema de micro pagamentos que faça sentido na Internet e no móvel.



A ideia é partilhada por Joaquim Paiva Chaves, da Edifer, que lembra que há 5 anos ninguém pagava pelos conteúdos, mas que a situação está a mudar porque estes se tornaram mais diferenciadores e sofisticados.



Esta diferenciação faz também toda a diferença para Luís Avelar, administrador da TMN, que afirma que a cadeia de valor actual é mais complexa mas que não é Física Nuclear. Aliás, o modelo é simples: entender bem o utilizador, dar-lhe produtos fáceis de utilizar, comunicar bem e pedir um valor justo pelos conteúdos e serviços.



Uma fórmula que a Apple aplicou com eficácia e que a TMN e a PT estão também a usar, em várias plataformas.



O sucesso de modelos de negócio inovadores podem determinar os vencedores nesta "guerra" entre os operadores, fabricantes e produtores de conteúdos, onde existem novos "guardadores de portões" em diferentes plataformas, como salientou Vassilis Seferidis, Director of Business Development, da Samsung, falando especificamente do modelo para as connected TVs.



Este responsável lembra também que mais do que pensar qual o vencedor desta guerra pelo poder junto dos clientes, é preciso pensar que estas mudanças já trouxeram benefícios para os utilizadores, que têm agora mais opções e mais poder na criação e distribuição de conteúdos.



Mas as dúvidas são muitas. Luís Nazaré, professor do ISEG, interroga-se mesmo sobre a capacidade de sobrevivência de alguns produtores de conteúdos face a estas mudanças de cenário, sobretudo os broadcasters, até por causa dos "intrusos" das redes sociais, que fazem com que os conteúdos sejam rapidamente partilhados, citados e difundidos noutros meios.

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