Os últimos meses trouxeram inúmeras mudanças às empresas, desde a forma de trabalhar ao relacionamento com os seus fornecedores e clientes, com vista à adaptação às novas realidades impostas pela pandemia.

O recurso a ferramentas digitais acentuou-se em todos os setores, que apostaram como nunca na inovação tecnológica, com o objetivo de dar resposta aos novos desafios do quotidiano, melhorar o desempenho e garantir a eficiência dos serviços.

De acordo com dados da IDC, o investimento em transformação digital vai continuar a crescer a uma taxa anual de 15,5% até 2023, altura em que deverá representar cerca de 6,026 biliões de euros. A estimativa da consultora para este ano é que 70% das empresas acelerem o recurso às tecnologias.

Perante este cenário, são várias as tendências tecnológicas apontadas por diferentes consultoras como estrategicamente críticas para criar ou transformar o ambiente dos negócios, umas estão a ganhar mais maturidade, outras estão a começar a despontar. Seguem as tendências que reúnem mais consenso entre as principais consultoras.

  1. IA generativa
    A chamada IA generativa refere-se a algoritmos de Inteligência Artificial que aprendem sozinhos a criar novos conteúdos semelhantes ao original, a partir de conteúdos existentes como texto, áudio ou imagem. A Gartner estima que a tecnologia possa progredir rapidamente, passando a representar 10% de todos os dados produzidos até 2025, face a menos de 1% atualmente. Apesar de ser ainda emergente, já está a ser aplicada com finalidades distintas, desde a proteção de identidade, à criação de imagens de alta resolução a partir de imagens de baixa resolução, passando pela transformação de voz gerada por computador em voz “humana” ou, na área da saúde, pela renderização de membros protéticos, moléculas orgânicas e outros itens, criados do zero através de impressão 3D, CRISPR e outras tecnologias, ou para a identificação precoce de potencial maligno, com vista a originar planos de tratamento mais eficazes.
  2. Hiperautomação
    A Gartner define a hiperautomação como uma abordagem orientada para identificar, examinar e automatizar rapidamente o maior número possível de processos de negócios e Tecnologias de Informação (TI). Com a ajuda da Inteligência Artificial, do Machine Learning e da robótica, a hiperautomação acelera a possibilidade de eliminar tarefas manuais e burocráticas, minimizar erros e aumentar a produtividade das empresas.
  3. Encriptação homomórfica
    Tecnologias como a encriptação homomórfica (FHE - Fully Homomorphic Encryption em inglês) ou a privacidade diferencial prometem simplificar a mecânica da partilha de dados, ao mesmo tempo que ajudam a manter a informação dos indivíduos segura e anónima. Tal possibilita que dados confidenciais armazenados, até agora, em servidores espalhados pelo mundo, devido a questões de privacidade ou regulamentares, possam começar a gerar valor entre as empresas na forma de novos modelos e oportunidades de negócio, acredita a Deloitte. Durante os próximos 18 a 24 meses, a consultora prevê que mais empresas explorem novas possibilidades de partilha segura e integrada de dados, ajudando a monetizar os seus próprios ativos.
  4. Plataformas cloud native
    A adoção de plataformas cloud native vai permitir às empresas dar um salto na disponibilização de recursos digitais “em qualquer altura e em qualquer lugar”, com maior rapidez de retorno do investimento e custos mais reduzidos. A Gartner defende que esta estratégia será diferenciadora e prevê que as plataformas cloud native (CNP, na sigla original) estejam na base de mais de 95% das novas iniciativas digitais até 2025, em comparação com menos de 40% em 2021.Ao optarem por uma lógica de desenvolvimento nativa para a cloud, as organizações beneficiam das vantagens da computação distribuída, adotando aplicações mais resilientes, flexíveis e ágeis, que permitem uma resposta rápida das empresas às exigências de negócio, em constante mudança. A estratégia ajusta-se a todas as áreas onde é necessário desenvolver aplicações, desde serviços ao cliente a processos internos e ferramentas de suporte ao negócio.
  5. Blockchain
    De acordo com a Deloitte, o impacto do blockchain parece estar apenas no início. A consultora considera que os avanços técnicos e a regulamentação ajudaram a impulsionar a adoção do blockchain além dos serviços financeiros. O amadurecimento desta tecnologia e de outras relacionadas permitiu progressos no suporte à interoperabilidade, escalabilidade e segurança e tem contribuído para mudar a natureza dos negócios, ajudando as empresas a repensarem a criação e gestão de identidade, dados, marca, publicidade, contratos, cadeias de abastecimento, certificações profissionais ou direitos de autor, entre outros ativos tangíveis e digitais. Acredita-se que o blockchain possa inaugurar uma era de verdadeira transparência nas transações comerciais, um elemento cada vez mais relevante com o crescimento dos pagamentos digitais.
  6. Smart spaces
    Os smart spaces são definidos pela Gartner como ambientes físicos ou digitais em que humanos e sistemas tecnológicos interagem em ecossistemas cada vez mais abertos, conectados, coordenados e inteligentes. A definição abrange conceitos como smart cities, espaços de trabalho digitais ou ambientes digitais. A consultora defende que estes espaços estão a mudar a forma como as pessoas interagem entre si e influenciam os sistemas de apoio à decisão em várias áreas e acredita que à medida que as empresas perceberem a capacidade destes espaços incorporarem sistemas legacy juntamente com novas tecnologias, como a Internet das Coisas (IoT na sigla original), haverá mais oportunidades de integração de soluções mais conectadas e inteligentes em novos ambientes.
  7. Metaverso
    Embora o metaverso ainda tenha um longo percurso pela frente para estar estabelecido no mercado, merece a menção da Gartner como uma tecnologia a ter em atenção nos próximos tempos. Para a consultora, este ambiente digital imersivo vai permitir disponibilizar conteúdos digitais persistentes, descentralizados, colaborativos e interoperáveis que se cruzam com os conteúdos físicos em tempo real e alargam a capacidade de computação numa magnitude muito maior do que a disponível hoje em dia, alterando a forma como indivíduos e empresas interagem entre si e com o mundo.

A Altice Empresas assume-se como o parceiro tecnológico de referência para as empresas e organizações, acompanhando sempre as mais recentes tendências tecnológicas para ajudar as empresas a inovar e a ultrapassar os seus desafios, melhorando a sua capacidade competitiva e promovendo o seu crescimento económico no caminho da transformação digital.

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