No mês passado, Washington decidiu pôr fim às exportações de componentes destinadas ao grupo chinês ZTE depois deste admitir ter vendido produtos que continham componentes norte-americanos ao Irão e à Coreia do Norte.

A sanção, imposta por um período de sete anos, surge numa altura de crescentes disputas comerciais entre Pequim e Washington e obrigou a empresa tecnológica chinesa a suspender as operações.

ZTE multada em 1,2 mil milhões de dólares por vender produtos norte-americanos ao Irão
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“As principais operações da empresa foram interrompidas”, face à decisão do Departamento de Comércio dos EUA de “negar encomendas”, confirmou a ZTE em comunicado.

De acordo com a Bloomberg, a ZTE estima que a proibição da compra de serviços ou equipamentos aos EUA resultem em prejuízos à volta dos 3,1 mil milhões de dólares, uma vez que a gigante chinesa depende de tecnologia norte-americana, como chips e o sistema operativo Android, para fabricar dispositivos móveis.

Por ser uma decisão que representa uma ameaça à sua sobrevivência, a ZTE terá solicitado ao Departamento de Comércio dos EUA a suspensão da sanção, tendo surgido por parte de Donald Trump os primeiros sinais de apaziguamento.

O Presidente norte-americano indicou no seu Twitter que estaria a trabalhar com o presidente chinês Xi para encontrar uma forma da ZTE retomar a atividade, tendo dado instruções ao Departamento de Comércio nesse sentido.

Agora, e segundo o The Wall Street Journal, os dois países parecem ter chegado a um acordo, estando em cima da mesa a possibilidade da proibição de exportação ser levantada em troca do pagamento de uma multa de 1,3 mil milhão de dólares por parte da ZTE, a mudança da atual administração da tecnológica chinesa e a eleição de um novo conselho de administração.

CIA, FBI e NSA contra a utilização de smartphones de fabricantes chinesas
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Segundo a imprensa norte-americana, o recuo de Pequim na decisão de subir as taxas alfandegárias sobre produtos agrícolas norte-americanos pode ser também um fator de negociação que beneficie a ZTE.

A China também já anunciou cortes nas tarifas de importação de carros, facilitando as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo, noticia a Reuters que afirma que a ZTE também estará em conversações com a Samsung para que a sul-coreana forneça os seus chips Exynos ao mercado chinês.

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