Os Estados Unidos e a China assinaram a 15 de janeiro a primeira fase de um acordo de “tréguas” após 18 meses de uma guerra comercial. No que toca à tecnologia, o acordo inclui uma maior proteção da propriedade intelectual das empresas norte-americanas, no entanto não elimina as taxas alfandegárias criadas.

Os Estados Unidos vão reduzir as tarifas da importação de colunas inteligentes, auriculares sem fios, televisões e smartwatches para 7,5%. O acordo adia por um período indefinido as taxas de 15% relativas a portáteis, tablets, consolas e smartphones que teriam entrado em vigor a 15 de dezembro de 2019.

As taxas de 25% na importação de computadores desktop, carregadores, adaptadores de corrente e termostatos inteligentes mantêm-se. De acordo com Steven Mnuchin, Secretário do Tesouro do governo norte-americano, em entrevista à CNBC, poderá haver uma reversão nestas tarifas numa segunda fase do acordo, a qual está dependente do sucesso da primeira.

Presente no acordo está a proteção da propriedade intelectual das empresas norte-americanas. A China compromete-se a deixar de obrigá-las a realizar uma transferência forçada de tecnologia como condição para poderem fazer negócios com empresas chinesas. O governo chinês concordou em melhorar os seus procedimentos de combate à violação de patentes e de direitos autorais, assim como tomar medidas mais sérias para travar a pirataria e venda de equipamentos falsificados.

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Fora do acordo está o bloqueio comercial imposto à Huawei e às restantes empresas tecnológicas presentes na “lista negra” do governo de Donald Trump. Segundo o Steven Mnuchin, a “Huawei não faz parte do diálogo económico, mas sim do diálogo de segurança nacional, o qual ainda está a decorrer”. O Secretário do governo norte-americano declara que “estes são assuntos que têm de ser negociados separadamente”.

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