É a Amazon contra o mundo. Resta saber se a empresa apenas está a defender os interesses dos consumidores ou se está a tirar partido da sua posição dominante no retalho online para conseguir melhores acordos comerciais.



A polémica já dura há alguns meses, mas subiu de tom no final da semana passada. A Amazon não se tem entendido com a editora Hachette relativamente ao preço da participação a pagar por cada ebook vendido. E por causa disso alguns dos livros da editora têm aparecido como indisponíveis na loja da gigante norte-americana.



Mesmo ao nível das cópias físicas, a Amazon tem dito que a entrega de alguns volumes pode demorar semanas – isto numa empresa que tem serviços de entregas rápidas e até de entregas no mesmo dia. De acordo com a CNN, alguns livros da Hachette começaram a exibir preços mais altos na Amazon do que noutros locais de venda.



Agora a tecnológica norte-americana bloqueou a pré-venda de DVDs e Blu-Ray dos mais recentes filmes da Disney. Não é que os filmes não existam, apenas são declarados como indisponíveis e com a promessa de que os utilizadores serão alertados assim que a compra for possível.



E mais uma vez o que está em causa são as cláusulas contratuais, desta feita com a produtora cinematográfica. O último filme do Capitão América e o blockbuster Maléfica estão entre os filmes cujas vendas das versões físicas estão a ser afetadas pela decisão da Amazon.



No caso dos ebooks a Amazon defende o pagamento de um royaltie menor porque alegadamente o custo produção dos livros eletrónicos é inferior e não apresentam valor no campo da revenda. E ao pagar menos pelos livros a Amazon consegue manter preços que considera como competitivos. Caso o acordo não seja atingido os consumidores podem ser os mais afetados através da subida de preços.



No caso dos filmes ainda não é certo o que está a causar o impasse entre a Amazon e a Disney, visto que nenhuma das empresas comentou a situação.



Mas uma outra questão que tem sido levantada pela imprensa internacional é o facto de a Amazon usar a técnica do bloqueio de conteúdos de forma “recorrente” - já o tinha feito com a Warner Bros. - para possivelmente aumentar as margens de receita em cada venda consumada.


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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