Os internautas norte-americanos costumam consultar com regularidade notícias online e consideram que as fontes de informação digitais são tão credíveis como qualquer outra, indica um estudo recente realizado pela Online News Association (ONA).



Embora a consulta a notícias online seja uma realidade nos EUA, os resultados do estudo indicam que a mesma funciona normalmente como alternativa. A maioria das ciber-fontes de informação falha em atrair tráfego único, ou seja, uma grande parte da sua audiência usa igualmente meios de comunicação tradicionais. Os norte-americanos utilizam as notícias online como um suplemento aos media tradicionais, e não no seu lugar.



Os ciberleitores mostram geralmente mais confiança nas fontes de informação digitais do que os profissionais da comunicação inquiridos. Os últimos pensam que os media online não têm tanta credibilidade como os media tradicionais.



Entre os mais jovens, a probabilidade de aceder à Internet à procura de notícias é maior. Neste grupo as preocupações relativamente à separação entre notícias e conteúdos publicitários faz-se sentir em menor dimensão. Os jornalistas mais jovens também afirmam com maior probabilidade em relação aos seus colegas mais velhos que as notícias online são credíveis.



Quase dois terços (65,6 por cento) dos internautas inquiridos afirmou que os anunciantes e interesses empresariais influenciam a forma como as notícias são feitas, enquanto 75,5 por cento defende que é importante ou extremamente importante manter uma clara separação entre publicidade e conteúdos editoriais.



Quando inquiridos acerca da forma como essa separação contribui ou não para a credibilidade de uma fonte de informação, a quase totalidade dos participantes (95,9 por cento) defende que sim, contribui. Mas quando a ONA pediu aos ciberleitores que classificassem publicidade/independência editorial como uma variável que afecta a credibilidade das notícias, a mesma quase que não aparecia, ficando em nono de uma lista de 11 atributos.



Quase metade dos internautas que participaram no estudo (47,1 por cento)concorda que "as notícias online são mais actuais do que outras fontes", e a actualidade classifica-se em primeiro lugar quando os mesmos são inquiridos sobre porque preferem os sites de informação que visitam mais.



Se convidados a concordar ou não com a frase: "Os sites noticiosos são as fontes de maior confiança para consultar notícias", 13 por cento dos ciberleitores concordaram, 44 por cento afirmaram não ter opinião, e 43 por cento discordaram. Os profissionais dos media previam que 79 por cento dos internautas não concordaria com a afirmação.



O estudo foi realizado com base na entrevista a 1.000 utilizadores Internet, 1.600 jornalistas, entre eles, 100 profissionais do jornalismo online.



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