Entre 2000 e 2002, a AOL usou
de formas pouco convencionais para aumentar as suas receitas tendo em vista
a fusão com a Time Warner - concluída em Janeiro de 2001 -, noticiava ontem
o jornal The Washington
Post
.



Num gráfico publicado conjuntamente com o artigo, o jornal mostrava
uma soma de 270,1 milhões de dólares (268,2 milhões de euros) gastos em
acordos pouco convencionais. Para chegar a tais conclusões, o The Washington
Post alega ter revisto centenas de páginas de documentos confidenciais da
AOL e entrevistado antigos e actuais funcionários da empresa e seus
parceiros.



Entre outras coisas, o jornal acusa a AOL de ter convertido disputas
legais em acordos de publicidade, desviado receitas de uma divisão para
outra para beneficiar a unidade online, vendido anúncios em nome
da eBay, registando a venda
como receita sua e de ter trocado publicidade por equipamentos informáticos
com a Sun Microsystems.



Tais práticas terão resultado da preocupação sentida pelo ISP
norte-americano face à queda das receitas de publicidade e à estagnação do
crescimento da quota de mercado na altura da fusão com a Time Warner,
escreve-se no artigo do Washington Post.



Em resposta à acusação do jornal, a AOL argumenta que "os negócios
foram efectuados propriamente" e que "a empresa mantém um sistema efectivo
de controlo interno".



O fornecedor de acesso à Internet afirma ainda que o total de
receita representado por todos os acordos revistos pelo jornal em questão
eram "verdadeiramente microscópicos" - menos de dois por cento do total de
receitas do AOL - e por isso, irrelevante para o negócio da empresa.



Ontem à noite, o responsável pelas operações Internet da AOL e número dois da empresa Robert Pittman acabou por apresentar a sua demissão, tal como se previa depois da suspeita levantada pelo The WashingtonPost da utilização de práticas pouco convencionais por parte da empresa para inflacionar receitas, antes e depois da fusão com a Time Warner. Com a demissão de Robert Pittman, a AOL passa a apresentar uma nova estratégia de gestão contando com nomes como Don Logan, antigo presidente da revista Time, e Jeffrey Bewkes, antigo presidente da cadeia HBO. Da nova equipa de direcção faz ainda parte Richard Parsons, conselheiro delegado da AOL Time Warner.



Nota da Redacção: Esta notícia foi alterada para incluir a informação da demissão de Robert Pittman.



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