Elon Musk, o novo patrão do Twitter, voltou a agitar as águas e a apelar à capacidade de trabalho dos funcionários da rede social, para fazer avançar rapidamente o serviço para uma espécie de Twitter 2.0.

O apelo voltou a ser feito fora de horas, segundo o The Washington Post, num email enviado durante a noite, e não é apenas uma mensagem de incentivo e mobilização. É um pedido que tem de ter resposta até esta quinta-feira às 17 horas (22 horas em Lisboa).

Musk quer saber se os funcionários estão disponíveis para se comprometerem com uma cultura de trabalho “hardcore” (de trabalho intenso e por muitas horas) e a decisão tem de ser partilhada rapidamente e respondendo a um formulário online.

"Se tem a certeza de que quer fazer parte do novo Twitter, por favor clique sim no link abaixo”, dirá a mensagem. "Isto significará trabalhar longas horas a alta intensidade", acrescenta-se também, sublinhando ainda que "só desempenhos excepcionais darão avaliação positiva".

Quem ficar, vai manter lugar numa empresa que pretende dar mais destaque aos engenheiros que contribuem de forma relevante para os novos desenvolvimentos da rede social, refere numa publicação no Twitter Gergely Orosz, antigo engenheiro da Uber, que terá visto também a mensagem. Quem não quiser ficar nestas condições recebe três meses de salário e segue a sua vida fora da empresa.

Nos comentários que faz depois à publicação, Orosz levanta uma questão que pode de facto ser importante: será que este ultimato se aplica aos funcionários do Twitter em todo o mundo? As leis laborais da Califórnia não servem para o mundo inteiro e estão longe das regras da Europa, por exemplo.

O ultimato de Musk surge depois do despedimento de quase metade da força de trabalho do Twitter, uma das suas primeiras decisões à frente da empresa. Pela mesma altura em que tomou esta decisão, o multimilionário que esta semana voltou a assumir que trabalha quase sem descanso, também lançou um repto às equipas de desenvolvimento do Twitter Blue.

Fixou um prazo para que concluíssem as alterações necessárias para relançar o serviço de subscrição, com novas funcionalidades e a nível mundial, sob ameaça de despedimento. O prazo até se cumpriu mas o resultado não foi o desejado, com a perda de vários anunciantes importantes pelo caminho, está agora previsto um relançamento para 20 de novembro.

Musk deu já também ordens para acabar com o trabalho remoto no Twitter e explicou na primeira reunião com os colaboradores da empresa que “aquilo que funciona na SpaceX e na Tesla é as pessoas trabalharem no escritório e intensamente”.

Entretanto o empreendedor admitiu que estava errado em alguns dos despedimentos no Twitter e está a acolher de novo funcionários que já saíram.

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