Parecem longe os tempos em que a Apple fez história, tornando-se uma “trillion-dollar baby”, e desde então tem vindo a perder valor. Esta quinta-feira ficou marcada pela pior desvalorização da marca da maçã nos últimos seis anos, tendo afundado 10%, não deixando Wall Street indiferente, gerando quebras de cerca de 3%.

Tudo começou com uma nota aos acionistas a rever em baixa as estimativas de receitas para o primeiro trimestre fiscal de 2019. Um valor estimado de 84 mil milhões de dólares, inferior ao previsto anteriormente de 89 e 93 mil milhões de dólares. Tim Cook terá referido que a empresa não previu a desaceleração económica na China e a acesa “guerra comercial” com os Estados Unidos.

Terá ainda referido que “em alguns mercados desenvolvidos, as atualizações do iPhone não foram tão bem-sucedidos como esperávamos que fossem”, segundo o The Washington Post. Outros fatores descritos como determinantes nas vendas dos novos modelos foram a falta de incentivos das operadoras em reduzir o preço dos equipamentos, e sobretudo, a decisão dos seus clientes em manterem mais tempo os equipamentos atuais, pela real ausência de inovação dos últimos lançamentos.

Esta previsão gerou reboliço entre os acionistas, levando as ações da Apple a afundarem na bolsa de Nova Iorque. Desde 2013 que a Apple não sofria uma queda tão acentuada, tendo desvalorizado 9,96%, com as ações a valerem 142,19 dólares. A queda da Apple arrastou o setor tecnológico, sobretudo os principais índices dos Estados Unidos. O Nasdaq foi o mais afetado, tendo descido 3,04%, a Dow Jones teve um declínio de 2,83% e a S&P500 baixou 2,48%.

Esta desvalorização fez a Apple tropeçar no ranking das tecnológicas mais valiosas, saltando para o quarto posto, atrás da Alphabet, valendo agora cerca de 680 mil milhões de dólares.

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