Embora se tenha tornado numa figura presente em muitas teorias da conspiração acerca da COVID-19, Bill Gates tem mostrado insatisfação em relação a algumas medidas tomadas nos Estados Unidos em resposta à pandemia. Agora o fundador da Microsoft deu a conhecer que medidas deverão ser tomadas para ajudar a travar a disseminação da doença e preparar o regresso à normalidade.

Num extenso documento publicado no seu blog, o cofundador da gigante tecnológica afirma que é necessária inovação em cinco áreas-chave: tratamentos, vacinas, testes, monitorização e políticas para reabrir a economia. No seu Twitter, Bill Gates afirma que é verdade que ainda não temos todas as ferramentas para lutarmos contra a doença, nem para abrir a economia de forma segura, no entanto, é necessário ter esperança, pois elas estão no horizonte.

No que toca à questão de uma cura para a COVID-19, Bill Gates afirma que a comunidade científica precisa de encontrar um tratamento que tenha uma eficácia de pelo menos 95% para poder planear o fim das medidas de isolamento social.

Mesmo assim, caso surja um tratamento eficaz, ainda será necessário aparecimento de uma vacina para garantir a segurança da população. A fundação criada por Bill e Melinda Gates está neste momento a reunir esforços para apoiar o desenvolvimento de uma cura para a COVID-19.

O cofundador da Microsoft reconhece os desafios por trás do desenvolvimento de uma vacina, lembrando que o processo de chegada ao mercado pode demorar até cinco anos. No entanto prevê que, no melhor dos cenários, uma vacina para a COVID-19 poderá ser desenvolvida no espaço de 18 meses.

Os testes à doença provocada pelo vírus SARS-CoV-2 são essenciais para verificar se um país pode, ou não, regressar à normalidade. Assim, afirma que é necessário disponibilizar testes a todas as pessoas com sintomas, mas também a quem esteve em contacto com elas. Idealmente, os Rapid Diagnostic Tests caseiros, que ainda estão em desenvolvimento, seriam ideais.

A reabertura dos setores económicos tem sido um tópico de discussão frequente nos governos de vários países. Segundo Bill Gates, o regresso à normalidade na economia será um autêntico desafio e terão de ser tomadas sérias decisões acerca do número de trabalhadores que poderão estar num determinado estabelecimento ou fábrica.

A monitorização do número de pessoas que estiveram em contacto com doentes, também conhecida como Contact Tracing, poderá ajudar a prevenir surtos súbitos. Recorde-se, por exemplo, que apesar da polémica sobre a utilização dos dados dos telemóveis, a Apple e a Google vão disponibilizar a ferramenta de monitorização da COVID-19 aos developers ainda em abril.

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A Comissão Europeia já garantiu que só vai aprovar esta tecnologia durante a crise da COVID-19, por um tempo limitado, e se cumprir as regras de privacidade.

Em Portugal a ideia de usar uma ferramenta para controlar a movimentação dos cidadãos foi várias vezes afastada pelo Governo, mas António Costa admitiu ao podcast Política com Palavra que a DGS poderá ter acesso aos telemóveis dos portugueses para os avisar de que estiveram perto de alguém contaminado com COVID-19, mas sempre sem ter acesso a dados de identificação.

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