As tecnológicas Huawei e ZTE foram as principais visadas na ordem executiva do governo americano que impede as empresas de telecomunicações norte-americanas de instalar equipamento fabricado no estrangeiro, mas a proibição pode não ficar por aqui. A “lista negra” pode estender-se ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos, com o executivo a estudar acrescentar cinco empresas chinesas ligadas ao setor de videovigilância que poderão deixar de adquirir e utilizar componentes tecnológicos e software produzidos por fabricantes americanas.

A notícia é avançada pela Bloomberg, que lista empresas como a Hangzhou Hikvision Digital Technology, a Zheijang Dahua Technology Co. e outras especialistas em videovigilância não identificadas. Em causa está a preocupação da administração de Trump sobre o seu papel em ajudar Pequim na perseguição da minoria muçulmana Uighur na zona ocidental da China.

Outra preocupação do governo americano é a capacidade de reconhecimento facial oferecida pela tecnologia das câmaras da Hikvision e a Dahua, que podem ser utilizadas em espionagem. Se estas empresas entrarem para a lista de proibição, estas ficam obrigadas a obter uma licença especial para poderem aceder aos componentes e produtos tecnológicos.

Estas medidas continuam a escalar as tensões da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. O governo chinês poderá retaliar da mesma forma, recordando que, por exemplo, grande parte dos componentes dos smartphones e tablets da Apple são construídos na China. Ao manter-se esta tensão, a indústria dos smartphones pode sofrer repercussões graves nos próximos meses.

De recordar que o governo americano decidiu suspender por um período de três meses o bloqueio à Huawei, antes da aplicação efetiva das sanções às empresas chinesas.

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