A DJI poderá em breve ter seus drones banidos de um dos seus maiores mercados: os Estados Unidos da América. A Câmara dos Representantes acaba de aprovar uma lei que visa impedir a fabricante de comercializar os seus drones no país, alegando preocupações de segurança nacional. O projeto segue agora para o Senado, onde será novamente analisado e votado.
Na base da aprovação pelo Congresso norte-americano estão receios relacionados com espionagem, já que cerca de 6% das ações da DJI pertencem a empresas controladas pelo governo chinês.
Há também a interpretação de que as vendas da DJI beneficiam a economia chinesa em detrimento da indústria local de drones. A DJI é a maior marca de drones do mundo, dominando aproximadamente 70% do mercado global do segmento.
Se for aprovado, o Countering CCP Drones Act impedirá que os drones da DJI recebam a aprovação da Federal Communications Commission (FCC), essencial para as vendas nos EUA.
"Este projeto de lei exige a inclusão de equipamentos ou serviços de telecomunicações e videovigilância produzidos ou fornecidos pela Shenzhen Da-Jiang Innovations Sciences and Technologies Company Limited (um fabricante chinês de drones comumente conhecido como DJI Technologies) numa lista de equipamentos ou serviços de comunicação determinada pela FCC representa um risco inaceitável para a segurança nacional dos EUA", sublinharam os congressistas.
A proposta, que já tramitava no Congresso há mais de um ano, segue agora para o Senado e, se aprovada, pode vir a ser assinada em 2025 pelo Presidente dos EUA – que poderá ou não ser Joe Biden.
A julgar pela postura rigorosa adotada em relação a outras empresas chinesas como a Huawei e a detetora do TikTok, as perspetivas para a DJI não são as melhores.
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