A EDP comunicou ontem ao mercado a venda da totalidade da ONI Telecom à Win Reason, uma empresa da The Riverside Company, uma private equity norte-americana. O negócio deverá estar executada até ao início de 2007 e permite à eléctrica o encaixe de 160 milhões de euros, mas envolveu a compra pela EDP das participações detidas pelo BCP, Brisa e Galp (que correspondiam a 44% do capital da operadora de rede fixa) pelo valor de 1 euro cada parcela, assim como a compra das dividas bancárias da Oni junto dos principais credores.

O processo de negociação da venda da Oni arrastava-se há alguns meses depois dos accionistas terem admitido por várias vezes a sua vontade de alienarem as participações na operadora. Vários candidatos avançaram com propostas mas a escolha acabou por recair na Win Reason.

A Riverside posiciona-se como investidor financeiro e confirmou já que a sua estratégia passa por desenvolver a operadora, tencionando vender a sua participação no horizonte de 5 a 10 anos. No site da private equity norte americana é possível perceber que nos seus vinte anos de história a empresa completou 142 aquisições.

A sua participada Win Reason, que assume agora 100% da Oni, irá ser participada em cerca de 33% pela Gestmind, um parceiro português, controlado por Manuel Champalimaud.

A venda da operadora é totalmente livre de dívidas, que foram adquiridas pela EDP, e já tem as autorizações regulatórias necessárias, diz a EDP em comunicado à CMVM. A eléctrica adianta ainda que na data da liquidação financeira desta operação é estimável que a EDP venha a registar uma diminuição da sua dívida líquida consolidada num valor aproximado de 74 milhões de euros, que se soma a um impacto positivo no resultado líquido consolidado num valor aproximado de 105 milhões de euros e ao efeito positivo da desconsolidação da ONI.

O mesmo documento recorda que nos primeiros nove meses deste ano a Oni teve uma contribuição negativa de 41 milhões de euros no resultado líquido consolidado da EDP.

A Brisa e o BCP avançaram também ontem com comunicados à CMVM onde confirmam a operação de venda das suas participações à EDP pelo valor global de 1 euro cada. A Brisa detinha 17,1% do capital da Oni e adianta que a operação terá um efeito negativo de 13,3 milhões na demonstração de resultados de 2006.

Já o Banco Comercial Português e o seu Fundo de Pensões detinham 0,0002% e 23,0618% do capital social da Oni, respectivamente, e garante que "considerando o valor a que
tais participações se encontravam já registadas nos livros do Banco e do Fundo
de Pensões, destas alienações não decorre impacto nas respectivas conta de
resultados e situação patrimonial".

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