A EMC Portugal obteve um crescimento de 70 por cento durante o exercício de 2004 para os 16,150 milhões de dólares, dos 9,5 milhões de dólares registados no ano anterior, segundo os números divulgados hoje em conferência de imprensa. A nível internacional, a EMC corporativa alcançou, no mesmo período, um crescimento de 32 por cento.



Para os resultados obtidos em termos locais contribuiu a concretização de alguns projectos, entre os quais a consolidação do data center da Vodafone, o arquivo de imagem no Instituto de Meteorologia e vários projectos na área da saúde pública, explicou Jorge Reto, director geral da EMC Portugal.



O mesmo responsável falou igualmente de um aumento significativo no número de clientes na chamada área "commercial", e que abarca negócios de média/grande dimensão, quando a aposta da empresa se centra normalmente no sector "enterprise", ou seja, das muito grandes empresas, alimentada em 2004 pela renovação de contratos.



A área "commercial" servirá na aproximação às empresas de pequena e média dimensão, por onde passa a futura estratégia de negócio da EMC Portugal, segundo adiantou Jorge Reto. Neste âmbito, estão a ser preparadas parcerias na área da distribuição, acrescentou o director-geral.



Por segmentos de oferta, o hardware continua a ser aquele que mais contribui para o negócio da EMC (60%), seguido do software (25%) e dos serviços (15%). Um dos objectivos futuros da empresa de armazenamento e gestão de dados é fazer diminuir o peso do hardware para os 50 por cento, para os restantes segmentos aumentarem para respectivamente 30 e 20 por cento. Para Jorge Reto, o ideal seria que o software - um segmento onde a EMC tem investido bastante nos últimos tempos, com a série de aquisições anunciadas (ver Notícias Relacionadas) - crescesse um pouco acima dos valores mencionados, em detrimento do hardware.



Para 2005, a EMC Portugal prevê continuar a superar as médias registadas ao nível da corporação, que apresentou como meta um crescimento de 18 e 20 por cento. Dos objectivos da subsidiária portuguesa para este ano fazem igualmente parte "a melhoria dos processos com os parceiros e a certificação", a par da formação onde deverá investir fortemente, tanto para parceiros como para os clientes, privados ou públicos, esclareceu Jorge Reto.



Esta aposta na formação não está relacionada com a facturação em si, mas sim com a estratégia escolhida pela EMC Portugal, acrescentou o responsável. "Queremos levar o conhecimento dos nossos produtos ao mercado", referiu.



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