Empresas de sectores como as utilities e as telecomunicações estão a procurar cada vez mais soluções de business intelligence, juntando-se aos mercados que tradicionalmente consomem ferramentas de analítica e que ainda assumem lugar de destaque entre os clientes SAS em Portugal e no mundo, admite Fernando Braz, diretor executivo do instituto em Portugal.

Em conversa com o TeK, à margem do evento anual promovido pelo instituto em Portugal, o responsável defendeu que “a forma como os dados cresceram nos últimos anos torna aliciante para as empresas a possibilidade conhecer melhor os clientes” e isso aumenta a procura de soluções de analítica pelas áreas de marketing das empresas.

As campanhas de comunicação direcionadas, as mensagens personalizadas são o resultado da aposta nestas tecnologias, que como Fernando Braz sublinhou na abertura do evento têm de conseguir responder às necessidades geradas pelo gigantesco crescimento do volume de dados digitais.

Os números atuais revelam que hoje existem 10 mil milhões de dispositivos conectados, algumas projeções para 2020 indicam que esse universo irá crescer até 30 mil milhões. Outras são mais ambiciosas e esticam a estimativa até aos 50 mil milhões de dispositivos conectados.

Tirar partido de toda a informação recolhida por estes dispositivos conectados é o desafio que se coloca às empresas e Fernando Braz defende que daí está a nascer uma nova linguagem, que sucede ao Big Data, a Analytics of Things. “Os dados por si não dizem nada. É preciso saber analisá-los”, sublinhou. Um exemplo dado pelo responsável é o do Boeing 787, que gera 40 TB de dados a cada hora.

Com cada vez mais dados digitais para analisar as perspetivas de negócio do SAS são otimistas. No ano passado o instituto cresceu em Portugal e este ano seguirá a mesma tendência. Os recursos humanos (data scientists) são fundamentais e continuam a ser escassos, alertou Fernando Braz.

O SAS realiza esta terça-feira no Centro de Congressos de Lisboa o seu evento anual, que nesta edição de 2015 recebeu 1.200 inscrições, mais 500 que há um ano. Durante a manhã as apresentações focaram tendências, durante a tarde são partilhados casos práticos do impacto das soluções de analítica em diversas atividades. A segurança social espanhola é uma das entidades que vem a Lisboa mostrar como está a tirar partido destas soluções para combater a fraude.  

Durante o dia, SAS e parceiros também expõem soluções. Um dos stands que é possível ver na antiga FIL, mostra os resultados apurados por uma rede de sensores instalada no espaço do evento para monitorizar vários parâmetros, como a temperatura, luz ou movimento.   

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