Durante um debate da Portugal Internet Week em que se falava da evolução do vídeo, da forma como se está a adaptar ao mobile e da forma como toda esta indústria está a responder a nível de modelo de negócio, falou-se também de serviços como o Netflix – distribuição de vídeo sem limites mediante o pagamento de uma subscrição mensal.

O diretor de produtos e serviços digitais do grupo Impresa, Pedro Soares, disse por exemplo que a empresa que detém os canais SIC não seria capaz de disponibilizar uma oferta semelhante. O máximo que poderia fazer era vender os conteúdos a alguém que estivesse interessado. Alguém como a PT Portugal por exemplo.

À margem da conferência, o TeK perguntou ao diretor do SAPO se esse era um plano viável: está a PT Portugal a preparar um serviço como o Netflix ou tem pelo menos interesse nisso?

“Não é algo que dependa apenas da vontade da PT Portugal”, explicou João Paulo Luz, justificando isso com o facto de as editoras não estarem a mostrar um entusiasmo extraordinário nesse sentido de negócio.

Se há quem possa apostar nesse modelo, como os norte-americanos, é porque tinham uma estrutura que lhes permitiu essa exploração sem grande dificuldade de acordos. “Não é algo que esteja ao alcance da nossa decisão apenas, como não está ao alcance de uma France Telecom ou da Deutsche Telecom”, disse o executivo do SAPO.

O diretor do portal online também falou da estratégia da empresa na área dos vídeos, com o projeto SAPO Vídeos, e da forma como tentam lutar contra serviços suportados por gigantes da Internet, caso do YouTube. Fique também a saber como tem sido a receção geral à mudança de imagem da marca SAPO.

Rui da Rocha Ferreira


Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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