O negócio foi anunciado em outubro do ano passado e a compra da Red Hat vai custar 34 mil milhões de dólares à IBM, com um prémio de 62% na OPA, tornando-se a maior aquisição de sempre da companhia norte americana que já tem mais de 100 anos, e a mais significativa no mercado de tecnologia em 2018. A ideia é manter a Red Hat numa divisão independente, dentro da equipa de Hybrid Cloud da IBM.
Apesar do anúncio faltavam aprovações para a fusão e a Comissão Europeia vem agora dar a sua "aprovação incondicional" para a compra, considerando que o negócio pode ser feito sem restrições. "A Comissão Europeia aprovou incondicionalmente, nos termos do Regulamento de Fusão da UE, a proposta de aquisição da Red Hat pela IBM, ambas empresas de tecnologia da informação sediadas nos EUA. A Comissão concluiu que a operação não levantaria problemas de concorrência", pode ler-se no comunicado.
Na análise o executivo europeu teve em conta o impacto da transação nos mercados de middleware e software de infra-estrutura do sistema, onde as atividades da IBM e da Red Hat se sobrepõem. Segundo a informação divulgada, "concluiu que a entidade resultante da concentração continuaria a enfrentar uma concorrência significativa de outros intervenientes em todos os mercados potenciais".
A manutenção da interoperabilidade dos sistemas da Red Hat também foi uma das questões avaliadas, recebendo igualmente um voto de confiança para a capacidade da empresa se manter neutral. "Como o sucesso da Red Hat depende significativamente de sua neutralidade, qualquer estratégia que prejudique essa neutralidade provavelmente prejudicaria os negócios da Red Hat, mudando o foco de clientes, desenvolvedores e parceiros para soluções concorrentes de código aberto", refere a Comissão Europeia.
As alianças da IBM no mercado open source vêm de longa data, mas esta é uma ligação que também outras tecnológicas estão a "namorar". E não apenas através de parcerias, já que a Microsoft comprou recentemente o GitHub.
A Red Hat é uma multinacional norte-americana, especialista em soluções de software open-source para o segmento empresarial e a principal distribuidora do Linux , e tem a sua sede na Carolina do Norte, nos EUA. A sua aquisição por parte da IBM poderá estar relacionada com uma quebra nas receitas desta firma, que não atingiu as metas estimadas no último trimestrede 2018. É também sabido que a marca está interessada em afirmar-se no mercado das infraestruturas cloud, onde Microsoft e Amazon têm conquistado terreno de forma confortável.
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