Não é a primeira vez que o afirma, mas a nova declaração dá um tom mais definitivo à posição da Comissão Europeia relativamente à situação da Qimonda. Vladimir Spidla, comissário europeu do emprego e assuntos sociais, afirmou que a questão do encerramento da Qimonda está fora das competências da CE que não tem poderes para inverter uma decisão tomada pelos órgãos decisores da empresa, responsáveis pelo pedido de protecção de credores.

A afirmação vem na sequência da subida novamente ao Parlamento Europeu da discussão sobre os impactos do fecho da empresa em Portugal e na Alemanha. Já no mês passado o grupo europeu dos comunistas tinha levado o tema a discussão e ontem voltou novamente a Estrasburgo.

Durante a discussão o comissário lembrou que a Qimonda não é caso único e que existem várias empresas a falir na Europa. Também frisou que nem a direcção da empresa nem os representantes dos trabalhadores procuraram ajuda junto da comissão.

Eurodeputados portugueses de vários quadrantes intervieram reagindo às palavras do comissário lembrando as ajudas europeias ao sistema financeiro e à indústria automóvel.

Já em Fevereiro o grupo de Eurodeputados do PCP tinha sido responsável por uma audiência sobre o tema na sessão plenária de Estrasburgo. O intuito foi debater e sensibilizar os órgãos europeus para os graves efeitos de um eventual fecho da Qimonda.

Deste primeiro encontro saiu aliás uma carta enviada ao Primeiro-ministro português, à chanceler alemã e ao presidente da Comissão Europeia: José Sócrates, Angela Merkel e Durão Barroso. A carta era subscrita por eurodeputados portugueses de várias cores políticas.

Esta tarde tem lugar uma conferência de imprensa organizada pela família politica europeia que integra o PCP sobre o tema, onde intervirão trabalhadores da empresa, da Alemanha e de Portugal.

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