Os resultados de um estudo do Eurobarómetro, um instrumento de medição da Comissão Europeia, demonstram que apesar do interesse na ciência e pesquisa ter aumentado ligeiramente, os europeus continuam a não ter grande apetência por esta matéria. Os inquéritos foram realizados entre Maio e Junho deste ano a aproximadamente mil cidadãos de cada estado membro, num total de 16 mil entrevistas a indivíduos com mais de 15 anos.



A falta incentivo nas escolas por esta disciplina, a dificuldade das matérias escolares, e a dificuldade em encontrar saídas profissionais parecem ser os motivos principais para afastar os jovens desta área.



A maioria dos inquiridos considera que a estratégia mais indicada para melhorar a área da ciência é através de um sistema parecido ao que estava implícito na European Research Area (ERA). A cooperação entre os investigadores reúne 84 por cento das respostas, seguida de perto pela medida que visa uma melhor coordenação de pesquisas com 80 por cento, e por uma cooperação mais efectiva entre as entidades de investigação e a indústria com 78 por cento.



Mais de um terço da população geral sente que os avanços tecnológicos e científicos eram apresentados de um modo muito negativo, o que se reflecte no facto de 60 por cento dos inquiridos afirmar que raramente lê artigos relacionados com esta matéria. Cerca de 45 por cento respondem não ter nenhum interesse por ciência, e 66 por cento consideram não estar bem informados. Todavia, há quem pense que mais informação pode suscitar reacções contrárias à desejada, como o que acontece com o tema muito debatido, mas impopular, dos organismos modificados geneticamente.



Em relação aos cientistas, apesar de 80 por cento afirmar que as autoridades deveriam obrigar os seus colegas a respeitar as normas éticas, 42 por cento afirma que os cientistas são responsáveis pelas suas descobertas e do uso que delas fazem outras entidades. Por outro lado, a mesma percentagem considera que tal não é necessariamente assim.



Outras das conclusões apresentadas por este estudo revelam que a Holanda e a Bélgica têm a menor oposição ao tema dos organismos modificados geneticamente. Portugal e a Finlândia são os menos conhecedores da política de investigação da UE enquanto a Espanha, Alemanha e Dinamarca são os mais positivos em relação ao efeito cientifico do alargamento, sendo que a França é o país que mais apoia a coordenação da investigação.



Por outro lado, o Reino Unido é aquele mais crítica o envolvimento da UE na ciência. A Itália demonstrou ter a atitude mais positiva em relação ao nível de pesquisa na comunidade europeia. Quem demonstra ter o maior interesse pelo ambiente é o Luxemburgo e a Suécia pela ciência e tecnologia. Em relação às questões da ética, a Grécia é o país que mais se preocupa e a Irlanda o que menos consideração revela pelos cientistas. Em 2002 será efectuado um estudo semelhante nos países candidatos à União Europeia.



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