O potencial de Portugal como destino internacional de outsourcing foi novamente destacado pela Associação Portugal Ousourcing que apresentou esta manhã a segunda edição do estudo onde mostra as vantagens do sector em Portugal. Face a um mercado altamente concorrencial, onde mais de 50 países assumiram o Outsourcing como estratégia de desenvolvimento económico, a associação assume que é preciso criar condições para explorar o potencial que existe, defendendo que são necessárias reformas na Justiça, Trabalho e Fiscalidade.

“Temos um grande potencial neste domínio que a curto prazo poderá tornar-se numa alavanca na criação de emprego qualificado e crescimento económico de Portugal”, defende José Galamba de Oliveira, presidente da Associação. Portugal conta com um número crescente de centros de competência de multinacionais a operar em território nacional e também de centros criados por empresas portuguesas que trabalham para destinos internacionais, existindo um potencial de crescimento que precisa de ser explorado.

Segundo os dados recolhidos pela Associação no estudo hoje divulgado, registou-se um aumento de flexibilidade e de qualidade dos recursos humanos, assim como uma melhoria das infra-estruturas que se assumem como as principais vantagens competitivas portuguesas face à concorrência de outros países. Mas a mesma análise aponta para o risco de fuga de recursos qualificados que se revela como tendência na actual conjuntura e que pode lesar o sector e a qualidade dos serviços prestados.

A defesa da criação de um cluster de outsourcing volta a ser destacada pela associação, que admite que este poderia conseguir ganhos de produtividade superiores a 1.500 milhões de euros, potenciando a criação de 12 mil novos empregos e 1.300 milhões de euros em exportações em 2015.

Actualmente o sector de outsourcing com recurso às tecnologias de informação emprega mais de 10 mil profissionais e gera cerca de 1.000 milhões de euros por ano, o que representa cerca de 0,66% do PIB, estima a associação.

A Gartner colocou este ano Portugal na lista dos 11 países desenvolvidos a serem ponderados para "a realização de outsourcing de Tecnologias de Informação e processos", numa avaliação que coloca o país entre os melhores destinos mundiais nesta área.

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