Os resultados financeiros, apresentados ontem ao mercado, mostram o crescimento sustentado do negócio do Facebook, mas continuam a pecar por ficar abaixo das metas definidas pelos analistas, que apontavam para uma subida de 40% nos lucros e uma receita de 308 milhões de dólares.

Mark Zuckerberg, que já havia reduzido as metas definidas para os resultados, salientou que estes números refletem um crescimento do investimento em infraestrutura, e também em contratações, mas a redução do número de utilizadores nos Estados Unidos não será alheia à situação.

O número de utilizadores únicos caiu no país de origem do Facebook, que perdeu 10 milhões de subscritores, e permaneceu estático em outros mercados chave, como o Reino Unido, indicam os números da Nielsen. E um estudo feito pelo banco de investimento PiperJaffray reportava uma "debandada" dos adolescentes, que estavam a abandonar a rede social.

Mesmo assim o Facebook contabiliza no seu relatório 1,11 mil milhões de utilizadores ativos no final do terceiro trimestre, mais 23% do que no mesmo período do ano passado, e 665 milhões acedem ao site todos os dias. Mas o número que mais cresce é o de utilizadores em dispositivos móveis, que já são 761 milhões, mais 54%, sendo os países mais pobres responsáveis por esta dinâmica.

Estes dados são relevantes também nas receitas, já que a publicidade gerada nas redes móveis assumiu um peso de 30% nas receitas do Facebook durante o primeiro trimestre, quando em 2012 se tinha limitado a 23%.

Com nove anos de vida o Facebook tem procurado renovar o serviço, estando a apostar fortemente nas redes móveis com o Facebook Home para plataformas Android, mas também juntando serviços à plataforma e renovando a navegação no site.

A empresa tem também apresentado novos serviços para dinamizar a receita publicitária, apoiando os anunciantes nas estratégias para chegarem de forma mais fácil aos seus mercados alvo.

Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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