Era sabido que o ciclo de vida da PlayStation Vita estava perto de terminar. Em 2015, a Sony anunciou que não desenvolveria mais jogos para a consola e deu assim início a um processo gradual em que foi retirando o suporte dado ao sistema. Optou por descontinuar a venda de jogos físicos e, mais recentemente, acabou mesmo por terminar as ofertas alocadas à PS Vita no âmbito da subscrição do programa PlayStation Plus. Agora, coloca o ponto final na história da consola ao encerrar as linhas de produção que ainda fabricavam as últimas duas versões do sistema.

Sony põe "mais um prego no caixão" da PS Vita
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A Vita foi lançada em 2011, numa altura em que o mercado de jogos móveis tinha começado a carburar, e foi talvez esse o fenómeno que a impediu de atingir patamares mais altos de popularidade. Com uma receção aquém das expectativas, a consola acabou por "marinar" numa zona cinzenta que pouco agradou aos estúdios, fazendo com que estes rejeitassem investimentos substanciais na plataforma.

A isto juntou-se ainda a forte concorrência, especialmente por parte da Nintendo, que domina o segmento das consolas portáteis há já vários anos, e algumas limitações funcionais, que obrigavam o jogador a investir em vários cartões de memória proprietários.

Diz a imprensa internacional que a Sony não tem planos para dar sequência a esta aposta no mercado das portáteis. A decisão não surpreende, especialmente numa altura em que os smartphones e os tablets também desempenham as funções de uma consola de jogos e a biblioteca de títulos disponíveis é grande o suficiente para agradar a gregos e a troianos. Depois pesa também a presença da Switch, que goza de grande popularidade junto dos consumidores. Comercialmente falando, a Sony tem acumulado sucessos com o desempenho da PlayStation 4, cujas vendas continuam a bater recordes.

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