As tréguas e o acordo realizado entre os presidentes da França e Estados Unidos, Emmanuel Macron e Donald Trump, que visavam evitar uma escalada de tensões comerciais parece ter chegado ao fim. Em janeiro foi feita uma suspensão da aplicação das tarifas por ambas as partes até ao final de 2020.

Em agosto de 2019, Donald Trump e Emmanuel Macron tinham chegado a um acordo sobre a "Taxa Google", depois de alguma tensão entre os dois presidentes. Na altura, previa-se um reembolso por parte da França da diferença entre o imposto francês e um mecanismo a ser pensado pela OCDE. No entanto, os Estados Unidos suspenderam as conversações com os países da OCDE em junho e não vai ser restabelecido até pelo menos o próximo ano, depois da tomada do novo presidente americano.

Agora, a França começou a pedir o pagamento às gigantes tecnológicas, como o Facebook e Amazon, das taxas digitais. Segundo avança o Financial Times, as empresas tecnológicas americanas receberam a comunicação das autoridades francesas para o pagamento das taxas de 2020.

O jornal refere que a França pede uma proposta da União Europeia para o início de 2021 para uma taxa dos serviços digitais feitos na Europa, caso as conversações com a OCDE continuem congeladas. Ainda assim, preferia uma solução internacional conseguida através da organização. “Não podemos esperar mais e as grandes empresas tecnológicas são as grandes vencedoras da pandemia”, refere fonte oficial do governo francês, que salienta que as empresas continuam a ver o seu volume de negócios a aumentar e nem sequer estavam a pagar taxas justas antes da pandemia.

Washington já respondeu, referindo que vai aplicar uma taxa de 25% a produtos franceses como malas de senhora e produtos de maquilhagem, que têm um valor comercial de 1,3 mil milhões de dólares. Anteriormente, o governo americano já tinha aplicado taxas de 100% a importações de vinhos, champanhe, queijos e outros produtos franceses.

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