Francisco Godinho, actualmente coordenador do CERTIC (Centro de Engenharia de Reabilitação em Tecnologias de Informação e Comunicação da Universidade de Trás-os -Montes e Alto Douro) e colaborador da UMIC (Unidade de Missão Inovação e Conhecimento), foi ontem distinguido com o prémio Personalidade do Ano na Sociedade de Informação, atribuído pela APDSI (Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação), jornal Expresso, Oracle e Sun Microsystems.

Recorde-se que este galardão premeia aqueles que mais se distinguiram ao longo do seu percursos profissional para a prossecução dos objectivos da APDSI, nomeadamente no que se refere à promoção e dinamização de projectos de utilidade pública no âmbito da sociedade de informação, contribuição para o combate à info-exclusão, apoio e desenvolvimento de actividades que proporcionem os benefícios da Sociedade de Informação ao maior número de cidadãos.

De acordo com o presidente da APDSI, o professor Dias Coelho, "os critérios que permitiram seleccionar esta personalidade passaram pela análise do contributo que tem vindo a dar ao longo do tempo para o desenvolvimento da sociedade da informação. Consideramos que o engenheiro Francisco Godinho reúne todas as condições pelo seu conhecimento, actuação e posições públicas, o que o tornam numa figura incontornável no panorama da Sociedade de Informação em Portugal".

Ainda segundo Dias Coelho, o trabalho desenvolvido por Francisco Godinho é vasto e meritório, uma vez que tem incidido sobretudo na utilização das novas tecnologias da informação para a integração social de cidadãos portadores de deficiências, facto pelo qual o considera um "lutador por causas nobres".

De entre as suas iniciativas, o mesmo responsável distinguiu a realização de uma petição que reivindicava a acessibilidade na Internet - naquela que foi a primeira petição electrónica a ser entregue na Assembleia da República -, bem como o Ciber-enfermarias - que reivindicava o acesso a PC e Internet a doentes acamados - ou ainda o MEC Braille - uma tecnologia que permite que um texto escrito em Word e enviado por Internet possa ser lido por um invisual através da sua conversão imediata para linguagem Braille.

Francisco Godinho considerou esta distinção "um abraço a todas as pessoas com deficiências", as quais têm sido o alvo de todo o seu esforço profissional. Porque para o mesmo "aquilo que nos eleva enquanto seres humanos não é diferente do que nos eleva como profissionais". Em conclusão Francisco Godinho considerou que "em todo o meu percurso profissional sempre foi e sempre será o meu objectivo contribuir para a divulgação de informação de forma a facilitar a inclusão social e dinamizar as novas tecnologias no mercado nacional". Por fim, no que diz respeito às dificuldades bem conhecidas de todos os investigadores que trabalham nesta área, Godinho aproveitou ainda para, não tecendo críticas a ninguém, considerar que prefere ver "na imperfeição da sociedade infinitas possibilidades de a melhorar".

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