Nos próximos 12 meses a Glovo pretende investir em força na oferta de serviços a empresas, com o objetivo de estender a um número cada vez maior de áreas, a entrega de produtos no destino em 30 minutos ou menos.

Para alcançar o objetivo a empresa criou uma nova unidade de negócios B2B, a Q-Commerce. Através desta unidade quer dinamizar um negócio que já está a explorar em alguns mercados, Portugal incluído, e que passa pela venda de produtos de terceiros, através do seu Glovo Market mas não só.

A empresa quer usar a rede de distribuidores e o modelo de negócio de suporte ao Glovo Market para prestar serviços a outras empresas e assumir-se como um parceiro de logística para empresas de todos os tamanhos.

Para assegurar entregas em 30 minutos à rede de parceiros que já tem, onde estão nomes como a Unilever, a Nestlé ou a L’Oreal, a Glovo usa uma rede de armazéns localizados no centro das cidades, como faz em Lisboa. Nos próximos meses, a empresa quer expandir massivamente esta rede para mais de uma centena destes espaços, onde armazena e redistribui os produtos dos parceiros.

Pelo caminho, pretende aumentar cada vez mais o leque de produtos entregues a outras áreas, como brinquedos, livros, flores, medicamentos ou produtos de beleza.

“Com as lojas fechadas e confinamentos um pouco por todo o mundo, os consumidores hoje querem e esperam que mais produtos do que nunca estejam disponíveis para entrega à sua porta”, sublinhou Daniel Alonso, diretor global da Q-Commerce, citado pelo Tech Crunch. “Daqui surgiu um novo tipo de procura, que não aceita esperar 24 a 48 horas por uma entrega”, acrescentou.

O Glovo Market, onde são vendidos produtos de várias marcas na loja própria da Glovo, soma para já 50 mil utilizadores ativos e faz cerca de duas entregas por minuto, adianta o site.

A empresa também revela que, até à data, já entregou mais de 12 milhões de pedidos a nível global e soma nove milhões de utilizadores ativos e 55 mil parceiros.

Em 2019, as entregas cresceram 300%. No início deste ano a comida ainda representava três terços da receita, mas o objetivo é continuar a alargar o leque. E expandir esta nova oferta B2B não apenas na Europa Ocidental mas também a África, nos próximos 12 meses.

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