A IBM planeia despedir mais de 15.600 funcionários nos sectores de serviços informáticos e de microelectrónica, de acordo com um ficheiro regulamentar tornado público terça-feira, refere a agência Reuters.



Os cortes de postos de trabalho foram confirmados na altura em que a IBM divulgou os seus resultados financeiros relativos ao segundo trimestre, mas o número exacto e os detalhes adicionais só foram revelados agora num ficheiro regulamentar enviado pela companhia à Securities and Exchange Commission, entidade reguladora dos mercados financeiros nos Estados Unidos.



Nesse documento, a IBM afirma que irá despedir 14.213 funcionários, sobretudo no seu negócio de serviços, que possuía cerca de 150 mil empregados no final do ano passado. Nessa altura, a gigante da informática detinha um total de 320 mil funcionários. Outros 1.400 cortes de postos de trabalho serão efectuados na unidade de microelectrónica.



Os cortes atingem na sua maioria a unidade de serviços da companhia, porque nessa área a IBM pode mais facilmente absorver as perdas de empregos, de acordo com alguns analistas. Esta vaga de despedimentos constitui a maior verificada na IBM desde há mais de uma década, devido ao facto de a fabricante de material informático e outras companhias tecnológicas terem sido atingidas por um fraco nível de investimentos em tecnologias da informação por parte de clientes empresariais.



No ano passado, quando as empresas do sector efectuaram grandes cortes na sua força de trabalho à medida que as vendas de hardware diminuiram, a IBM estava a recrutar mais pessoal dado que as fortes receitas obtidas na sua unidade de serviços superava o fraco desempenho no resto da companhia. Mas, a situação começou a alterar-se no último trimestre de 2001, quando os clientes cortaram também nas despesas com os serviços.



No mês passado, a IBM divulgou que obteve lucros reduzidos durante o segundo trimestre, uma vez que teve que efectuar uma despesa no valor de 1,4 mil milhões de dólares (1,43 mil milhões de euros) para acabar com unidades que estavam a perder dinheiro e para efectuar os cortes de empregos. Mesmo sem essa despesa, os lucros da IBM desceram fortemente, devido ao impacto da redução dos gastos por parte dos seus clientes empresariais.



No ficheiro regulatório, a IBM afirma que cerca de três por cento dos 1.400 funcionários na sua unidade de microelectrónica abandonaram a companhia até ao dia 30 de Junho. Prevê-se que os restantes deixem a empresa até ao final deste mês. Por seu lado, cerca de 57 por cento dos 14.213 trabalhadores na divisão de serviços informáticos abandonaram a IBM até ao dia 30 de Junho. A maior parte dos restantes deverão deixar a companhia até ao final de Setembro.


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