O negócio foi hoje concretizado depois de ter sido anunciado em outubro do ano passado, com uma proposta de aquisição de 34 mil milhões de dólares, um prémio de 62% na OPA à Red Hat. Torna-se assim oficialmente, a maior aquisição de sempre da IBM que já tem mais de 100 anos, e a mais significativa no mercado de tecnologia no último ano.

A fusão deverá estar operacional antes do final do verão, indica a IBM em comunicado oficial, referindo ainda que "juntos, apresentaremos uma plataforma multicloud híbrida de última geração para ajudar os nossos clientes a inovar em qualquer lugar".

Ginni Rometty, presidente e CEO da IBM, sublinha que "as empresas estão a iniciar o próximo capítulo da sua transformação digital, modernizando a infraestrutura e movendo cargas de trabalho de missão crítica em nuvens privadas e várias nuvens de vários fornecedores", adiantando que os clientes precisam de tecnologia aberta e flexível para gerir esses ambientes híbridos multicloud e de parceiros fiáveis para proteger esses sistemas. "A IBM e a Red Hat são especialmente adequadas para atender a essas necessidades. Como fornecedor líder de nuvem híbrida, ajudaremos os clientes a criarem os fundamentos tecnológicos de seus negócios nas próximas décadas", adianta.

Acelerar a inovação na Cloud híbrida

Juntas, a IBM e a Red Hat querem acelerar a inovação oferecendo uma plataforma multicloud híbrida de última geração. Com base em tecnologias de código aberto, como Linux e Kubernetes, a plataforma permitirá que as empresas implementem, façam a gestão e garantam a segurança de dados e aplicações no local e em nuvens públicas privadas e múltiplas.

A posição da IBM no competitivo mercado de cloud híbrida e a independência da Red Hat são dois pontos destacados pela empresa no comunicado de aquisição. A Red Hat vai continuar a ser liderada por Jim Whitehurst e a sua atual equipa de gestão, e o CEO junta-se também à direção da IBM, reportando a Ginni Rometty. A IBM pretende manter a sede da Red Hat em Raleigh, Carolina do Norte, assim como as suas instalações, marcas e práticas. A Red Hat vai operar como uma unidade distinta dentro da IBM e será integrada na área de Cloud.

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Apontada como ponto central para a plataforma é o ambiente operativo comum independente de infraestrutura que é executado em qualquer lugar - de qualquer data center a várias nuvens até a edge. Com base em tecnologias de código aberto, como o Linux e o Kubernetes, a plataforma dará às empresas a liberdade de implantar, executar e gerir dados e aplicações com segurança em qualquer lugar. Isso significa que podem selecionar a melhor arquitetura e abordagem para responder aos requisitos exclusivos de aplicações, dados e carga de trabalho de seus negócios.

As alianças da IBM no mercado open source vêm de longa data, mas esta é uma ligação que também outras tecnológicas estão a "namorar". E não apenas através de parcerias, já que a Microsoft comprou recentemente o GitHub.

A Red Hat é uma multinacional norte-americana, especialista em soluções de software open-source para o segmento empresarial e a principal distribuidora do Linux, tendo faturado 3,4 mil milhões de dólares no ano fiscal de 2019. A aquisição por parte da IBM poderá estar relacionada com uma quebra nas receitas da gigante norte americana, que não atingiu as metas estimadas no último trimestre de 2018. É também sabido que a marca está interessada em afirmar-se no mercado das infraestruturas cloud, onde Microsoft e Amazon têm conquistado terreno de forma confortável.

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