Quase 40 por cento (38 por cento) das empresas de média ou pequena dimensão que operam no mercado português já utiliza ligações de Internet de banda larga que suportam aplicações de gestão empresarial e aplicações mais avançadas como CRM, revela um estudo efectuado pela IDC sobre a situação actual das PMEs, no seu relacionamento com as Tecnologias de Informação, e as intenções de investimento para 2004.



A pesquisa, que abordou várias áreas de análise, optou por dividir as PMEs em quatro clusters específicos, representativos das várias tendências e realidades identificadas. Sobre o grupo que acumula a maior percentagem de empresas nesta categoria - identificado pelo estudo como cluster dos Seguidores - refere-se ainda que este é um segmento crítico para os fornecedores por dar abrigo a cerca de 84 mil empresas, já com alguma infra-estrutura para explorar.



Com uma realidade menos positiva, o cluster Não Tecnológico reúne 34 por cento do universo nacional de PMEs (cerca de 76 mil empresas), sendo um grupo que se caracteriza pelo uso reduzido ou inexistente de tecnologias, na maioria das ocasiões limitado ao PC. Em termos de investimentos o potencial é quase nulo, refere o documento.



O cluster Básico das TI, por seu lado, representa 21 por cento do total de PMEs no mercado português e caracteriza-se pela utilização das tecnologias de informação de uma forma muito limitada. É composto por empresas que tipicamente não recorrem à banda larga, embora disponham de acesso à Internet. Segundo a IDC, cerca de 50 por cento das empresas deste grupo já utilizam aplicações de gestão empresarial e/ou um servidor. Embora com dados mais favoráveis que o grupo anterior, a IDC considera que as intenções de investimento em TI são, também neste universo, bastante reduzidas.



O cluster IT Orientated é o menor dos quatro grupos constituídos - representando apenas 7 por cento do universo de PMEs - diferenciando-se dos restantes pelo uso intensivo das comunicações. Mais de 90 por cento das empresas aqui incluídas possuem uma VPN, enquanto cerca de um terço recorre a serviços de consultoria externos ou outsourcing. Em termos comparativos este grupo representa uma pequena percentagem do total, embora represente cerca de 12 mil organizações



A pesquisa foi realizada com base num inquérito a 642 PMEs nacionais, tendo recolhido informação sobre as áreas de despesa em TI, sistemas e infra-estrutura, notoriedade dos fabricantes de hardware, Internet (acesso, websites e VPNs), aplicações, notoriedade dos produtores de software, serviços externos, notoriedade dos prestadores de serviços de TI.



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