“Podemos ver o copo meio cheio ou meio vazio, afirmou hoje Philippe de Marcillac, vice-presidente da unidade de negócios da IDC, quando classificou Portugal como um país híbrido no cenário dos mercados mundiais de Tecnologias da Informação.

Depois de se ter mantido na cauda dos mercados classificados como maduros, Portugal cai agora para o topo dos mercados emergentes, uma situação que gera novas oportunidades, segundo o executivo da empresa de consultadoria especializada em Tecnologias da Informação.


“É sexy estar no topo dos mercados emergentes […] Portugal pode trazer novos atributos dos mercados maduros e libertar-se da bagagem negativa”, explica, salientando que nos últimos dez anos 3/4 do crescimento do PIB veio de países emergentes e que estes estão a ultrapassar os mercados maduros nas taxas de crescimento das TI e na adopção de PCs.



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Foi nesta zona que Philippe de Marcillac colocou Portugal na sua análise de mercados maduros e emergentes

O discurso pode não ter sido o mais positivo para abrir o primeiro debate da 14ª edição do Directions 2011, organizado pela IDC Portugal, que hoje reúne no Centro de Congressos do Estoril profissionais do sector e conta com intervenções de mais de 20 executivos de empresas portuguesas e analistas sob o tema “Transformar para competir”.

Mas Philippe de Marcillac sustenta a sua análise com a constatação de que em alguns sectores Portugal está muito avançado em termos tecnológicos, mas que se mantêm grandes atrasos em termos de utilização de TI e de infraestruturas em alguns sectores. “Esta é uma oportunidade para que Portugal aproveite o melhor dos mercados maduros e dos mercados emergentes”, afirmou, desafiando os participantes da conferência a olhar para as novas oportunidades e não fazer “mais do mesmo”, abandonando as práticas do “business as usual” e apostando em áreas onde a IDC acredita existirem novas oportunidades.

A lista de oportunidades elencadas por Philippe de Marcillac para Portugal é quase igual à que apresentou para os mercados emergentes: a agenda de desenvolvimento dos Governos, Indústrias chave, aplicações empresariais, Business Analytics, Virtualização, Mobilidade, e o cloud computing.

Apesar de ter colocado a agenda de desenvolvimento dos Governos como primeiro ponto das oportunidades, o executivo da IDC não aconselha as empresas a ir buscar dinheiro aos bolsos do Governo português, que estão vazios, nem à União Europeia, mas afirma que existe um grande potencial de vender soluções de software e hardware para que os organismos melhorem a sua eficácia, também em mercados como o Brasil e a África lusófona, que está “a entrara na era da informação”.

O Cloud computing é uma das oportunidades mais detalhadas por Philippe de Marcillac, que afirma existir aqui um potencial de transformação, apesar dos obstáculos ainda percecionados nos mercados emergentes, sobretudo a nível da segurança e da conectividade, mas também dos receios de perda de controle da informação.



Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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