Os quatro vencedores da edição de 2019 do Born from Knowledge foram conhecidos esta segunda-feira e vão desde tendas para refugiados a uma nova esperança para a osteoartrose. A final da edição de 2019 do programa da Agência Nacional de Inovação (ANI) que distingue as melhores ideias de negócio provenientes de instituições de ensino superior portuguesas decorreu no Instituto Politécnico da Maia.

Na categoria “Materiais e Tecnologias Avançadas de Produção”, o grande vencedor foi um abrigo portátil para migrantes para uma ou duas pessoas. As alunas da Universidade de Évora desenvolveram a tenda biónica Nautilus que pretende ajudar as pessoas em risco humanitário, mas que também poderá ser comercializada para o público em geral. Além de ser um abrigo facilmente transportável, integra um tecido com propriedades hidrofílidas e hidrofóbicas, que permite a recolha, recuperação e conversão da humidade ambiental em água limpa e segura para ingestão, bem como seu armazenamento e transporte. A previsão é que as tendas comecem a ser produzidas e distribuídas a partir de 2022.

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Já no que diz respeito à categoria “Saúde e Bem-Estar”, o ProtexAging (PXA4) da Universidade de Coimbra foi o grande vencedor ao permitir travar o desenvolvimento da osteoartrose, a forma mais comum de artrite que ocorre quando a cartilagem que reveste a extremidade dos ossos se desgasta ao longo do tempo. A equipa de alunos, docentes e investigadores da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra encontraram um composto natural que permite travar o avanço da doença e o projeto ativa o mecanismo celular que trava a evolução dos danos causados pela idade. O próximo passo serão os testes em modelo animal, depois de o projeto já ter sido testado in vitro e terem sidos desenvolvidos estudos pré-clínicos de segurança e eficácia e em várias aplicações.

O AgroGrin TECH da Universidade Católica Portuguesa do Porto foi o premiado na categoria “Recursos Naturais, Ambiente e Alterações Climáticas. Trata-se de uma técnica amiga do ambiente que transforma o desperdício em novos produtos a serem reintroduzidos na agroindústria, focado atualmente na indústria da fruta, mas futuramente a tecnologia já patenteada pode ser aplicada a outras áreas do setor alimentar. Existe nomeadamente já um trabalho desenvolvido na empresa Nuvifruits, que gera todos os anos 385 toneladas de desperdício.

Na categoria “Turismo, Indústrias Culturais e Criativas” o projeto BackBone da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril foi o grande vencedor. O objetivo da plataforma online é capacitar jovens dos 15 aos 30 anos a desenvolver as suas competências sociais por intermédio de iniciativas coletivas de aprendizagem experiencial. Os serviços da BackBone vão desde experiências criadas em conjunto, eventos, masterclasses, formação de equipas a mentoria direcionados a pessoas ou empresas.

Os quatro projetos foram escolhidos de um total de 30 propostas em concurso, representando instituições de ensino superior públicas e privadas com que a ANI desenvolve parceria. Agora, os quatro vencedores e aqueles que triunfaram na edição do ano passado têm entrada direta para o programa de aceleração em ciência e tecnologia “BfK Rise”, também da responsabilidade da ANI.

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